O empresário e conselheiro da Concessionária Nova Rota Oeste, Luiz Carlos Moreira Lima, moveu uma queixa-crime contra o ex-governador Pedro Taques (PSB), por calúnia e difamação.
A queixa-crime foi protocolada no dia 11 de junho e distribuída ao juiz Moacir Torquato Junior, da 10ª Vara Criminal de Cuiabá.
Segundo o processo, Pedro Taques teria, no dia 1º de abril, publicado em suas redes sociais, vídeo onde associa o conselheiro à facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC).
Segundo o vídeo de Taques, Luiz Carlos é sócio da Reag Investimento, empresa que teve sua liquidação extrajudicial determinada pelo Banco Central, após a deflagração da Operação Compliance Zero, que apurou esquema de crimes financeiros com o Banco Master.
“MTPAR é a empresa do Estado que administra o Parque Novo Mato Grosso e a BR-163. Imagine, Mauro Mendes escolheu a REAG pra criar e decidir onde seriam os investimentos do Estado de Mato Grosso. 447 milhões! Mas não é só isso, o dono da REAG, Luiz Carlos Moreira Lima, foi nomeado por Mauro Mendes no conselho de administração da Nova Rota Oeste que administra a BR-163. Imagine, ele administra a REAG, lava dinheiro do PCC, está administrando o fundo criado pelo Mauro Mendes, e está nomeado pelo Mauro Mendes no conselho de administração da Nova Rota Oeste. Isto é a infiltração de facções criminosas na administração pública”, declarou Taques, em vídeo publicado no Instagram.
O empresário alega, na ação, que é atuante em diversas áreas do mercado financeiro e que não teve qualquer participação na criação do fundo aberto pela MT Par com o objetivo de centralizar recursos para a BR-163. Ele destaca que foi nomeado conselheiro em 2 de maio de 2025, em momento posterior à constituição e operação do fundo.
“Ainda mais importante é o fato de que sua posição como Conselheiro da Nova Rota do Oeste não lhe confere o poder de decidir, influenciar ou mesmo fazer sugestões acerca de decisões tomadas pelo MTPar. A razão é simples: O MTPar é o único sócio da Nova Rota do Oeste”, declarou o empresário à Justiça.
“Portanto, qualquer tentativa de atribuir responsabilidade a LUIZ CARLOS MOREIRA LIMA por ações tomadas pelo MTPar é absolutamente leviana e dissociada de imperativos lógicos, temporais e societários”, completou.
Empresa ligada ao PCC
Sobre sua participação societária na Reag, Luiz Carlos afirmou que, em dezembro de 2024, fez uma transação comercial de sua empresa para a Reag, onde passou a deter 0,1% do capital social da Reag Investimentos S/A, e uma única quota da ACS Reag Trust Partners.
“Dentro da Reag, LUIZ CARLOS jamais ocupou qualquer cargo estatutário ou dentro de uma das oito cadeias de controle existentes no grupo”, declarou o empresário.
Em 2025, a empresa foi alvo da Operação Compliance Zero que detectou o vínculo da empresa com o Primeiro Comando da Capital (PCC), tendo sua imagem, reputação e confiança abalados perante o mercado financeiro.
“Diante desse cenário, o querelante [Luiz Carlos], pouco mais de um mês após tomar conhecimento das acusações públicas contra a Reag, formalizou a sua saída do grupo, conseguindo recuperar o controle acionário de sua empresa que havia sido vendida à Reag”, argumentou.
O caso está em tramitação na 10ª Vara Criminal de Cuiabá.
Por Alexandre Aprá




