Richard Carlos da Silva, 42 anos, professor de Educação Física e Personal Trainer, de Cuiabá, iniciou uma campanha de arrecadação online para custear uma cirurgia de alta complexidade contra um câncer colorretal em estágio avançado. A iniciativa, uma vaquinha virtual busca viabilizar o procedimento que não está disponível pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e é considerado decisivo para a continuidade do tratamento. Atualmente ele reside em São José do Rio Preto, interior de São Paulo, para o tratamento.
Segundo informações repassadas, Richard foi diagnosticado há cerca de quatro meses com câncer de intestino, após apresentar sintomas inicialmente confundidos com intolerância alimentar. O quadro incluía episódios recorrentes de diarreia, perda de peso acentuada e sinais de desidratação, o que levou à investigação médica mais aprofundada. O diagnóstico veio após a realização de colonoscopia, que apontou comprometimento significativo do intestino.
De acordo com informações, a cirurgia é indicada para remover o tumor e preservar o órgão, evitando a necessidade de uma colostomia definitiva.
O procedimento, no entanto, não é oferecido pelo SUS e envolve custos elevados com equipe médica, internação hospitalar e exames de acompanhamento. Sem os recursos necessários, a família afirma que não consegue dar continuidade ao tratamento de forma adequada.
Câncer colorretal: o que é e a importância do diagnóstico precoce
O câncer colorretal é um tipo de tumor que afeta o cólon e o reto, partes do intestino grosso responsáveis pela absorção de água e sais minerais e pela formação das fezes. Segundo a Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Albert Einstein, a doença geralmente se inicia a partir de lesões benignas (pólipos), que podem evoluir para câncer se não forem removidas. Quando identificado precocemente, o câncer colorretal tem altas chances de tratamento eficaz e, em muitos casos, de cura.
A detecção precoce é considerada fundamental, já que nas fases iniciais a doença pode não apresentar sintomas. Por isso, especialistas recomendam a realização de exames de rastreamento, como pesquisa de sangue oculto nas fezes e colonoscopia, especialmente a partir dos 45 a 50 anos, ou antes, em pessoas com histórico familiar da doença.
O tema ganhou ainda mais atenção no Brasil após a morte da cantora Preta Gil, que faleceu em julho de 2025, aos 50 anos, em decorrência de complicações relacionadas ao câncer colorretal diagnosticado em 2023. O caso reforçou a importância do diagnóstico precoce e do acompanhamento médico regular.
Profissionais de saúde destacam que a doença pode ser prevenida e tratada com maior eficácia quando identificada cedo, sendo essencial a consulta médica para avaliação de risco individual e definição dos exames adequados.
Por GIOVANNA BAIOCCO




