Home Política Patrimônio de Faissal saltou 1.536% entre primeira eleição e campanha de reeleição

Patrimônio de Faissal saltou 1.536% entre primeira eleição e campanha de reeleição

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O patrimônio declarado do deputado estadual Faissal Calil (PL) registrou um crescimento de 1.536,36% no intervalo entre a sua primeira disputa eleitoral, em 2010, e a campanha de reeleição em 2022. Os dados, que são públicos e constam no sistema do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ganharam repercussão nesta segunda-feira (8) após o parlamentar virar alvo da Operação Gemini, deflagrada pela Polícia Federal. Ele é investigado sob a suspeita de atuar como operador financeiro do desembargador afastado Dirceu dos Santos em um esquema de venda de decisões judiciais.

Em 2010, quando concorreu pela primeira vez a uma vaga na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) e ficou como suplente pelo PSB, Faissal informou à Justiça Eleitoral possuir R$ 385 mil em bens. Na época, a lista incluía dois apartamentos em Cuiabá, participação em um escritório de advocacia de R$ 90 mil, uma cota de embarcação de R$ 25 mil e um terreno às margens do Lago do Manso avaliado em R$ 20 mil.

2010: declarou R$ 385 mil em bens, incluindo apartamentos, participação em escritório de advocacia, uma cota de embarcação e um terreno no Lago do Manso.
2012: patrimônio subiu para R$ 755 mil, com casa, apartamento, lancha e terreno em Chapada dos Guimarães.
2018: após ser eleito deputado estadual, declarou R$ 2,6 milhões, incluindo um apartamento de luxo em Balneário Camboriú, duas residências, um veículo e R$ 100 mil em dinheiro vivo.
2022: na reeleição, informou patrimônio de R$ 6,3 milhões, composto por vários imóveis em Cuiabá, um apartamento em São Paulo, um terreno em Poconé avaliado em R$ 2 milhões e R$ 800 mil em espécie.
Ele é investigado por suspeita de atuar como operador financeiro do desembargador afastado Dirceu dos Santos em um suposto esquema de venda de decisões judiciais.

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