O vereador por Cuiabá Wilson Kero-Kero utilizou a tribuna da Câmara Municipal, durante a sessão desta quinta-feira, para denunciar a atuação de representantes da Procuradoria da Mulher da Casa de Leis em um episódio ocorrido na EMEB Agostinho Simplício de Figueiredo, no bairro Poção.
Segundo o parlamentar, uma reunião administrativa estava marcada para deliberar sobre medidas relacionadas a um conflito interno envolvendo uma servidora da unidade escolar. No entanto, um dia antes da reunião, uma advogada e uma assistente social vinculadas à Procuradoria da Mulher teriam ido até a escola e intimidado três profissionais da educação, entre elas a diretora e a coordenadora.
De acordo com Wilson Kero-Kero, a visita ocorreu após uma servidora alegar estar sendo perseguida pelo conselho escolar em questões administrativas. Ainda conforme o vereador, durante o encontro a advogada teria se exaltado, ameaçado a diretora da unidade e tentado interferir na condução do processo administrativo que seria discutido no dia seguinte.
O parlamentar afirmou que o caso foi levado ao conhecimento da presidente da Câmara de Cuiabá, vereadora Paula Calil (PL), mas que, até o momento, nenhuma medida administrativa teria sido adotada em relação às denúncias.
Wilson Quero-Quero também informou que já foram registrados diversos boletins de ocorrência sobre o episódio e que o caso está sendo investigado pela Polícia Civil.
A situação também foi mencionada pelo prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini, durante entrevista coletiva concedida nesta semana. Na ocasião, o prefeito criticou a atuação de representantes da Procuradoria da Mulher e afirmou que o órgão estaria extrapolando suas atribuições.
“Estou dizendo que há um desvirtuamento da Procuradoria. Ela não tem o direito de entrar em uma unidade escolar para coagir diretora e coordenadora. O que aconteceu foi servidor, que nem vereador é, entrar na escola dando carteirada para tentar pressionar servidoras do município”, declarou.
Abilio destacou que o episódio não envolvia violência contra a mulher nem qualquer situação de discriminação de gênero, mas um conflito administrativo entre uma servidora e a direção da escola, que, segundo ele, deveria ser tratado exclusivamente pela Secretaria Municipal de Educação.
A presidente da Câmara, Paula Calil, confirmou que recebeu a diretora e as coordenadoras da EMEB Agostinho Simplício após o ocorrido. Segundo ela, as servidoras relataram terem se sentido constrangidas e ofendidas durante a visita de representantes da Procuradoria da Mulher.
Paula Calil afirmou que não tinha conhecimento prévio da atuação na unidade escolar e ressaltou que o episódio teve origem em um conflito administrativo da Secretaria Municipal de Educação.
Até o momento, não há manifestação pública da Procuradoria da Mulher da Câmara de Cuiabá ou das profissionais citadas sobre as acusações feitas pelo vereador e pelo prefeito.
Por redação




