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Buzetti ‘não passa mão na cabeça’ e afirma que Catanni precisa repensar vida parlamentar

Conhecida pelo posicionamento de direita e ligada ao campo empresarial, a senadora Margareth Buzetti (PSD) “não passou a mão na cabeça” do deputado estadual Gilberto Cattani (PL) e afirma que ele menosprezou as mulheres ao compará-las com vacas e precisa repensar a vida parlamentar se quiser continuar com mandato.

“Tecnicamente, eu sei que a gravidez de uma mulher e de uma vaca é a mesma coisa, mas ele não falou tecnicamente. Quando ele usou o termo ele menosprezou as mulheres. Quando você diz que aquela mulher é uma vaca, é menosprezando a mulher. E isso eu não posso aceitar. Nós estivemos no mesmo lado na campanha, mas não vou passar a mão na cabeça não. É lamentável a fala dele e acho que ele deve repensar a vida parlamentar dele. Se ele continuar sendo um deputado ele que pense antes de falar”, disse a senadora, nessa quarta-feira (7), em Cuiabá.

Gilberto Cattani é alvo de duas representações na Comissão de Ética da Assembleia Legislativa, uma da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e outra da Defensoria Pública, que pedem análise da quebra do decoro parlamentar primeiro pelo deputado ter comparado mulheres a vacas ao falar da gestão, depois por fazer um vídeo pedindo desculpas às vacas por tê-las comparado a mulheres feministas e, por fim, quando fez um pedido de desculpas se dirigiu apenas a parcelas de mulheres que ele considera honestas. O caso também foi levado pela OAB ao Ministério Público, onde é investigado.

“A retratação dele ficou pior que a fala. Como vice-líder da bancada feminina, como mulher, como mãe, como avó de mulher, acho que ele deveria pedir desculpas inclusive para a mãe dele”, analisa Margareth, sobre o pedido de desculpas de Gilberto.

Margareth é a primeira mulher de direita a repreender o deputado sem tentar protegê-lo de alguma forma ou “passar a mão na cabeça” do parlamentar. Ligada ao setor industrial, Margareth chegou a romper temporariamente com o aliado Carlos Fávaro em 2022 por se negar a fazer campanha para o então candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e a candidata ao governo Márcia Pinheiro (PV) e manter a coerência pessoal e pedir voto a Mauro Mendes (União) e Jair Bolsonaro (PL), tendo feito campanha na mesma “trincheira política”. 

Agora, a senadora faz parte da base do governo do Senado, uma vez que ocupa a vaga cujo titular é o ministro Carlos Fávaro, da Agricultura e Pecuária, mas mantém votos alinhados economicamente com o setor empresarial.

Por Jardel P. Arruda

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