O advogado Nelson Wilians, dono de um dos maiores escritórios de advocacia da América Latina, que possui uma filial em Cuiabá, é investigado pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP) e pela Secretaria da Fazenda e Planejamento do Estado de São Paulo (Sefaz-SP) por supostas fraudes tributárias envolvendo a venda de créditos falsos de ICMS, que somam R$ 3,8 bilhões. Ele foi alvo de mandados de busca e apreensão durante a Operação Distrato, deflagrada na quarta-feira (15).
As investigações apontam a existência de um esquema envolvendo consultorias que prometiam reduzir a carga tributária de centenas de empresas por meio da comercialização de créditos irregulares de ICMS, causando prejuízo bilionário aos cofres públicos. Diante dos indícios, foram lavrados autos de infração contra 752 empresas envolvidas na suposta fraude, cujo montante sonegado ultrapassa R$ 3,8 bilhões.
Além dos autos de infração, foram cumpridos diversos mandados de busca e apreensão, entre eles contra Nelson Wilians. O MPSP confirmou que um dos núcleos centrais investigados na Operação Distrato está ligado ao grupo econômico do advogado.
Além dele, a advogada Mayra de Paula, apontada pela investigação como “sócia” de Wilians nas supostas fraudes, também foi alvo de mandados de busca e apreensão em Londrina (PR).
CPI do INSS
Em setembro de 2025, Nelson Wilians também foi alvo da Polícia Federal na Operação Sem Desconto, que investiga um esquema de descontos irregulares em aposentadorias e pensões do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Na ocasião, foram cumpridos mandados de busca e apreensão em sua residência e em seu escritório, em São Paulo.
Outro lado
O escritório de Nelson Wilians informou que está colaborando com as autoridades.
“O escritório recebeu o cumprimento da medida de busca e apreensão com serenidade, transparência e absoluto espírito colaborativo, mantendo-se à disposição das autoridades competentes e atuando de forma proativa para o completo esclarecimento dos fatos”, diz a nota.




