O bolso do motorista cuiabano, que já sofre para encarar os R$ 7,09 cobrados pelo litro da gasolina comum, agora é o centro de uma investigação policial. Uma operação iniciada nesta semana vasculha postos de combustíveis da região metropolitana para identificar se os estabelecimentos estão aplicando aumentos abusivos e lucrando acima do permitido em cima do consumidor.
No diesel, o valor encontrado nas bombas chega a R$ 7,69, enquanto o etanol atinge a marca de R$ 4,69.
A operação Operação Consumo Seguro, é feita por policiais civis da Decon (Delegacia Especializada de Defesa do Consumidor) e fiscais da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis).
O foco não é apenas a qualidade do que entra no tanque, mas a “canetada” no preço. Donos de postos foram intimados a entregar notas fiscais de compra para que a polícia descubra por quanto eles adquirem o produto nas distribuidoras.
“O objetivo é permitir que técnicos realizem a comparação entre os valores pagos pelos postos e os preços cobrados dos consumidores finais“, explicou o delegado Rogério Ferreira, titular da Decon. Se a conta não fechar e ficar comprovado o abuso nos preços, os responsáveis podem responder criminalmente.
Além da caça ao lucro excessivo, as equipes testam a vazão das bombas, para garantir que o cliente não receba menos do que paga, além da pureza do combustível.
A ação em Mato Grosso integra um movimento nacional do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) para frear a escalada de preços e proteger o direito de quem abastece.




