A Toyota deu mais um passo na aposta da mobilidade aérea. A fabricante japonesa anunciou a criação de uma joint-venture com a Joby Aviation para acelerar a produção em escala dos eVTOLs (também conhecidos como carros voadores) já desenvolvidos pela empresa norte-americana. A iniciativa marca a primeira fase da aliança entre as duas companhias e tem como objetivo transformar os táxis aéreos em um meio de transporte comercial viável.
Batizada de Strategic Manufacturing Alliance, a parceria une a experiência da Joby no desenvolvimento de aeronaves elétricas à reconhecida expertise da Toyota em processos industriais, qualidade e eficiência produtiva. O foco inicial será estruturar a produção comercial dos eVTOLs, aumentar a produtividade das fábricas, reduzir custos e preparar a expansão da capacidade industrial necessária para atender à demanda futura.
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A parceria entre as duas empresas não é novidade. A Toyota investe na Joby desde 2020 e, em outubro de 2024, anunciou um aporte adicional de US$ 500 milhões (cerca de R$ 2,6 bilhões na cotação atual) para acelerar o processo de certificação e industrialização dos eVTOLs. Com isso, o investimento total na startup chegou a quase US$ 900 milhões (R$ 4,6 bilhões).
Em 2024, Toyota e Joby realizaram um voo de demonstração em Dubai, um dos mercados escolhidos para receber os primeiros serviços comerciais da empresa. Novos testes ainda serão necessários antes da certificação definitiva da aeronave. Outras estão por vir, afinal, são necessárias cinco etapas para conseguir a certificação de voos comerciais.
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Joe Ben Bevirt, fundador e CEO da Joby, afirmou que a Toyota acompanha o desenvolvimento da empresa há quase uma década e teve papel importante na construção das bases industriais da fabricante. Já Akio Toyoda, presidente do conselho da Toyota, reforçou que a parceria busca transformar o transporte aéreo urbano em uma opção acessível para a população.
Como será o carro voador da Toyota e Joby?
A aeronave desenvolvida pela Joby é equipada com seis rotores elétricos, além de capacidade para um piloto e quatro passageiros. O modelo foi projetado para realizar voos silenciosos e livres de emissões locais. A empresa afirma que o eVTOL pode atingir velocidade máxima próxima de 322 km/h e autonomia em torno de 240 km por carga, suficiente para deslocamentos urbanos e regionais de curta distância.
A companhia trabalha para obter todas as certificações necessárias antes do início da operação comercial, que deverá acontecer inicialmente nos Estados Unidos e, posteriormente, em outros mercados. Enquanto isso, a Toyota ficará responsável por ajudar a transformar uma produção ainda limitada em uma linha industrial capaz de fabricar centenas de aeronaves por ano.
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Até o momento, as empresas não divulgaram qualquer data de lançamento ou o nome próprio do eVTOL. O que sabemos até o momento é que a sede da joint venture será no país norte-americano e a Toyota terá uma participação de 51% da empresa.
A Toyota não é a única montadora de olho na mobilidade aérea. Outras fabricantes também investem no segmento de eVTOLs. Um dos exemplos é a chinesa XPeng, que já apresentou seu projeto de carro voador e afirma que pretende atuar no Brasil futuramente, embora ainda não exista uma data definida.




