Depois de cair em um bueiro no bairro Quilombo, em Cuiabá, Juliana Mara Schiel, de 21 anos, contou que demorou a entender o que havia acontecido após o susto vivido no fim da tarde do último domingo (17).
“Estava bem confusa. Eu não tinha entendido que tinha caído, parecia que não era verdade. Quando vi meu celular, a primeira coisa que fiz foi ligar pra minha mãe. Aí, quando percebi que estava sangrando, consegui pedir socorro”, relatou em entrevista ao SBT.
Em entrevista ao SBT Cuiabá, Juliana afirmou que não consegue precisar quanto tempo levou até receber ajuda de pessoas que passavam pelo local e ser atendida pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU).
“Acho que fiquei no buraco por uns dois ou três minutos até aparecer ajuda, mas não lembro direito. Também não sei dizer exatamente quanto tempo o SAMU demorou, só lembro que foi rápido”, disse.
A jovem também descreveu os ferimentos sofridos na queda. “Machuquei bastante o ombro, que ainda dói muito, torci o tornozelo e tive ralados nas mãos, no joelho e pelo corpo. Estou com alguns roxos e arranhões”, contou.
Ela elogiou o atendimento recebido no Hospital Municipal de Cuiabá (HMC). “Foi tudo muito rápido e o atendimento foi muito bom. Os profissionais tiveram bastante cuidado comigo e fizeram o possível para que eu me sentisse melhor”, afirmou.
Após o acidente, Juliana precisou levar pontos na região do queixo e da boca. Segundo ela, os médicos informaram que a recuperação deve ocorrer sem complicações, mas exige repouso e cuidados. Por causa dos ferimentos, a jovem tem se alimentado apenas com comidas leves e em temperatura ambiente.
No vídeo que registrou o momento da queda, a presença da cadela de Juliana também chamou atenção. Pitu aparece nas imagens e, segundo a tutora, permaneceu no local e ajudou a chamar a atenção de quem passava para que o socorro chegasse mais rápido.
“Acho que ela subiu e conseguiu chamar a atenção das pessoas, até porque estava de coleira”, comentou.
Apesar do acidente, Juliana disse que se sente grata por estar se recuperando e acredita que a situação poderia ter terminado de forma mais grave.
“Quando vi o vídeo de novo, pensei: e se fosse um idoso ou uma criança? Tive muita sorte de não sofrer algo pior além da fratura nos dentes e dos ralados. Poderia ter saído com lesões mais graves”, afirmou.
Veja vídeo:
Por VINÍCIUS ANTÔNIO




