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Recebendo salário de R$ 2 mil em VG; ex-servidora locou imóveis em condomínios de luxo para mulher de Sandro Louco

A ex-servidora pública da Prefeitura de Várzea Grande, a advogada Adriana Borges Souza da Matta, é ré em ação penal por suposto envolvimento com organização criminosa de Sandro da Silva Rabelo, o Sandro Louco. Consta da decisão do juiz da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, Jean Garcia de Freitas Bezerra, que na última segunda-feira (24.04) retirou sigilo dos autos da Operação Ativo Oculto.

A advogada chegou a ser presa em 24 de março deste ano, durante a deflagração da operação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), constituída pelo Ministério Público Estadual (MPE), Polícia Civil e Polícia Militar, suspeita de cometer crime de lavagem de dinheiro e ocultação de bens e valores. Porém, na decisão da última segunda (24), ela foi solta, e irá responder o processo em liberdade.

Consta da denúncia do MPE, que A.B.S.D.M era servidora comissionada da Prefeitura de Várzea Grande [nomeada em fevereiro de 2021, sendo exonerada em março deste ano], com salário de R$ 2.082,00 mil, mas atuava também como advogada de Sandro Louco.

Nas investigações, constatou-se que a investigada usou seu nome para locar apartamento para a esposa de Sandro Louco, Thaisa Rabelo, no condomínio luxo Brasil Beach Cuiabá Resort – moradia custou R$ 30 mil. Além disso, locou em seu nome uma casa para Thaisa no Condomínio Florais da Mata, cujo aluguel mensal era de R$ 9.600,00 e caução de R$ 19.200,00.

“Apesar dos contratos de locação de ambos os imóveis estarem em nome de A, as provas demonstram que THAISA era a pessoa que residia nos locais, assim como que a renda declarada de A, advinda, a princípio, da função de Técnica de Desenvolvimento Econômico na Procuradoria-Geral do Município de Várzea Grande, recebendo mensalmente, líquido, o valor de R$ 2.082,00, não era suficiente para arcar com os custos”, diz trecho da denúncia.

Além da ex-servidora A.B.S.D.M, são réus na ação penal Sandro Louco, Thaisa Rabelo, outras 26 pessoas supostamente integrantes de uma organização criminosa que teriam movimentado milhões por meio da execução de diversos crimes.

Por Lucione Nazareth

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