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Ranking FGV; as cidades que mais ‘enriqueceram’ e ‘empobreceram’ em MT

A população de Juscimeira, cidade localizada na região Sul de Mato Grosso, foi a que mais enriqueceu no estado no comparativo entre os anos de 2019 e 2020, segundo dados do estudo “Mapa da Riqueza”, desenvolvido pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) e divulgado só este ano.

De acordo com a pesquisa, a renda média dos juscimeirenses cresceu 65,18% neste período, tendo saltado de R$ 558,00 para R$ 921,50. Com pouco mais de 11 mil habitantes, a principal atividade econômica do município é a agricultura e pecuária.

Poxoréu, a 87 km de Juscimeira, aparece na segunda colocação do ranking da FGV. Por lá, o ganho médio dos moradores cresceu de R$ 620,00, em 2019, para R$ 1.011,78, em 2020 – acréscimo de 63,19%.

O “top-3 é completado por Peixoto de Azevedo, situado no extremo norte de Mato Grosso. No espaço de um ano, a renda média da população local cresceu 50,36%, diz o estudo. O valor era de R$ 523,00 em 2019. Agora, em 2020, é de R$ 787,11.

Na outra ponta, ou seja, dos municípios em que a população mais “empobreceu”, quem lidera o amargo ranking é Sapezal. O recuo observado nos ganhos da população foi de -39,57%. De incríveis R$ 4.500,00, em 2019, para R$ 2.719,17 no ano seguinte.

À época, a cidade liderava o ranking geral de renda média. Neste levantamento, no entanto, ocupa a segunda colocação, com Primavera do Leste à frente.

Ainda sobre Sapezal, o município é dono do segundo maior valor da produção agrícola do Brasil, estando localizado numa espécie de “cinturão da produção de grãos”, junto com Campo Novo do Parecis, Campos de Júlio e Brasnorte. Em todos esses municípios, a renda média da população cresceu, conforme divulgado pela FGV.

Cocalinho e Ponta Branca são as outras duas cidades com as maiores porcentagens de encolhimento de renda em Mato Grosso, aponta o estudo. A primeira tem o índice negativo em 35,19%. Em seguida aparece Ponta Branca, com -20,51%.

Sobre o estudo 

O estudo uniu a base de dados do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) – de 2020 – à Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad Contínua). O objetivo da pesquisa é avaliar o nível e a evolução espacial da pobreza durante os últimos anos no Brasil, usando os microdados da PNAD Contínua Anual, recém disponibilizados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Quem mais enriqueceu

1. Juscimeira – 2019 (R$ 558,00) – 2020 (R$ 921,51) / 65,18%
2. Poxoréu – 2019 (R$ 620,00) – 2020 (R$ 1.011,78) / 63,19%
3. Peixoto de Azevedo – 2019 (R$ 523,00) – 2020 (R$ 787,11) / 50,36
4. Querência – 2019 (R$ 1.287,00) – 2020 (R$ 1.922,11) / 49,39%
5. Nova Guarita – 2019 (R$ 490,00) – 2020 (R$ 725,83) / 47,98%
6. Aripuanã – 2019 (R$ 493,00) – 2020 (R$ 726,22) / 47,16%
7. Água Boa – 2019 (R$ 1.094,00) – 2020 (R$ 1.601,82) / 46,45%
8. Campo Verde – 2019 – (R$ 1.243,00) – 2020 (R$ 1.755,67) / 41,21%
9. Alto Garças – 2019 (R$ 1.063,00) – 2020 (R$ 1.465,15) / 37,86%
10. Nova Nazaré – 2019 (R$ 261,00) – 2020 (R$ 359,09) / 37,80%

Quem mais empobreceu
1. Sapezal – 2019 (R$ 4.500,00) – 2020 (R$ 2.719,17) / -39,57%
2. Cocalinho 2019 (R$ 1.210,00) – 2020 (R$ 775,01) / -35,96%
3. Ponte Branca – 2019 (R$ 725,00) – 2020 (R$ 576,42) / -20,51%
4. Cotriguaçu – 2019 (R$ 327,00) – 2020 (R$ 271,46) / -17,10%
5. Itaúba – 2019 (R$ 1.556,00) – 2020 (R$ 1.343,00) / -13,68%
6. Reserva do Cabaçal – 2019 (R$ 362,00) 2020 (R$ 317,19) / -12,35%
7. Rondonópolis – 2019 (R$ 1.833,00) – 2020 (R$ 1.631,94) / -10,94%
8. Vale de São Domingos – 2019 (R$ 557,00) – 2020 (R$ 498,59) / -10,56%
9. Figueirópolis D’Oeste – 2019 (R$ 629,00) – 2020 (R$ 575,10) / -8,58%
10. Jangada – 2019 (R$ 343,00) 2020 – (R$ 320,86) / -6,37%

Por Rodrigo Costa

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