Wanderley Cerqueira afirma que população ainda não percebe resultados da administração e questiona aplicação de recursos públicos
O presidente da Câmara Municipal de Várzea Grande, Wanderley Cerqueira, fez críticas à gestão da prefeita Flávia Moretti durante a última sessão ordinária do primeiro semestre legislativo, realizada na terça-feira (30), antes do início do recesso parlamentar. Ao avaliar os primeiros meses da administração, o vereador atribuiu nota 4 ao governo municipal e cobrou mais investimentos em obras e melhorias nos serviços públicos.
Durante o pronunciamento, Wanderley afirmou que o Legislativo aprovou, ao longo do semestre, autorizações para remanejamentos orçamentários que somam cerca de R$ 160 milhões, além da permissão para movimentação de até 30% do orçamento do município, estimado em aproximadamente R$ 2,037 bilhões.
Segundo o parlamentar, as autorizações concedidas pela Câmara garantiram à Prefeitura condições para executar ações em benefício da população. No entanto, ele afirmou que ainda não observa resultados práticos na cidade.
“A Câmara deu um cheque em branco para a Prefeitura. Agora a gente quer ver obra. A gente quer saber para onde está indo o dinheiro, porque você não vê obra na cidade”, declarou.
O presidente da Câmara também questionou a origem dos investimentos em andamento no município. De acordo com ele, as obras que identificou são financiadas com recursos do Governo Federal, como intervenções na região do bairro Costa Verde e unidades de educação infantil.
“Me mostra uma obra feita com recurso próprio do Município. Eu quero saber uma”, afirmou.
Ao ser questionado sobre a nota que atribuiria à administração da prefeita Flávia Moretti, Wanderley respondeu que daria nota 4 à atual gestão.
Na justificativa, o vereador afirmou que ainda não percebe avanços significativos na prestação dos serviços públicos. Segundo ele, as reclamações da população continuam frequentes em áreas como limpeza urbana, saúde e atendimento no Pronto-Socorro Municipal.
Wanderley também mencionou insatisfação de servidores públicos e dificuldades relacionadas ao pagamento de salários, afirmando que esses fatores influenciaram sua avaliação da administração.
As declarações reforçam o posicionamento crítico adotado pelo presidente da Câmara em relação ao Executivo municipal, especialmente no que se refere à execução de obras, aplicação dos recursos públicos e qualidade dos serviços oferecidos à população.




