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Preocupados com preços, produtores de algodão em MT avançam na colheita

Projeções apontam para o estado uma produção de 2,17 milhões de toneladas de pluma, cerca de 70% da produção nacional

Até o dia 23 de junho o Brasil colheu 2,86% do algodão semeado. Em Mato Grosso, segundo dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), em duas semanas os produtores colheram 0,83% da área destinada para a fibra nesta safra 2022/23. À medida que avançam os trabalhos, produtores no estado revelam já planejar a próxima temporada de olho nos custos e preços da pluma.

Levantamento de colheita do Imea, divulgado na última sexta-feira, mostra que em relação ao ciclo 2021/22, os trabalhos da safra 2022/23 estão 2,83 pontos percentuais atrasados.

Até o momento apenas as regiões nordeste, sudeste e oeste iniciaram a retirada da fibra de suas lavouras, tendo colhido 10,79%, 0,83% e 0,37%, cada uma.

“Nós temos a expectativa muito positiva na questão de produção e qualidade da nossa pluma aqui de Mato Grosso e no Brasil. As chuvas foram boas. Vamos partir agora para as áreas que ainda estamos fazendo o manejo, ainda terminando de fazer o fechamento das últimas maçãs”, pontua o presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), Alexandre Schenkel.

Preço do algodão e custo preocupam
Conforme indicadores do Imea, a arroba da pluma de algodão encerrou a sexta-feira (23) em Mato Grosso cotada em média a R$ 122,92. Na avaliação do produtor Luimar Gemi, de Sorriso, o momento é considerado preocupante, principalmente diante dos altos custos de produção.

“A safra que está aí plantada teve um valor agregado bastante alto e o produto está caindo de preço. É preocupante, porque neste exato momento a gente começa a projetar a safra do ano seguinte em função das produtividades e das variedades que se destacam”, comenta o produtor de Sorriso.

Ainda de acordo com Luimar Gemi, o produtor de algodão mato-grossense precisa terminar a sua colheita para que tenha os resultados em mãos e assim possam tomar as decisões.

“É um momento de fazermos bastante planejamento. O agricultor tem a obrigação de acertar dentro da fazenda. Os fatores que dependem da mão dele não podem sair errados ou deixar a desejar, porque a forma de termos um produto final, que é a colheita bem produtiva e satisfatória, é fazer bem feito e contar, talvez, com a sorte do clima e outras coisas”.

Dados do Imea apontaram em maio para a temporada 2023/24 um custo operacional efetivo (COE) em Mato Grosso está estimado em R$ 14,628 mil por hectare em média. O levantamento apresenta um leve recuo de 0,74% na variação mensal com abril.

Fonte: CANAL RURAL

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