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quarta-feira, junho 12, 2024
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Mulher pega bactéria comedora de carne em injeção para queimar gordura

O que começou como um procedimento estético para queimar gordura terminou como um pesadelo para a influencer fitness americana Bea Amma. Após fazer 60 injeções de vitaminas no corpo, ela foi contaminada com uma bactéria super-resistente e comedora de pele chamada Mycobacterium abscessus e, três anos após a aplicação do produto, ainda sofre com as consequências da infecção.

A bactéria age decompondo os tecidos e pode infectar a pele e tecidos moles (vasos sanguíneos e linfáticos, músculo, gordura, nervos e tendões, por exemplo). Ao atingir os pulmões, pode causar microbateriose pulmonar. O patógeno é conhecido por ser um dos mais resistentes a tratamentos antibióticos.

A influencer hoje usa as redes sociais para tentar defender uma imagem de aceitação corporal Reprodução/beatriz.amma

Foto mostra a influencer Bea Amma, que injetou vitaminas para queimar gorduras, mas que foi contaminada com a bacteria comedora de carne, com a qual luta há trÊs anos

Bea está em tratamento há três anos: fez laser, cirurgias e terapias medicamentosas para tentar lidar com as dores da infecção Reprodução/beatriz.amma

A bactéria voltou a se manifestar em junho Reprodução/beatriz.amma

A influencer hoje usa as redes sociais para tentar defender uma imagem de aceitação corporal Reprodução/beatriz.amma

Bea está em tratamento há três anos: fez laser, cirurgias e terapias medicamentosas para tentar lidar com as dores da infecção Reprodução/beatriz.ammaVoltarProgredir

Bea fez o procedimento em um SPA em 2021. Foi aplicada uma mistura de vitaminas B12, C e ácido desoxicólico nos braços, na barriga e nas costas da influencer. O objetivo era “dissolver” a gordura localizada.

No dia seguinte, a americana acordou com enjoos e febre. Dois dias depois, percebeu o aparecimento de lesões extremamente doloridas no corpo.

“Fiquei apodrecendo na cama. A dor era insuportável e a infecção estava por toda parte. Lembro-me de sentir tanta dor que pensei que fosse morrer naquela noite. Não conseguia mais lutar”, conta, em entrevista ao The Sun.

Bactéria resistente

Bea precisou de quatro meses de tratamento, foi internada várias vezes, e toma medicamentos continuamente. Ela passou ainda por cirurgias e procedimentos a laser para tentar amenizar as cicatrizes deixadas pela ação da bactéria.

Em junho deste ano, porém, três meses depois que ela deixou de tomar os antibióticos orais, Bea descobriu que a M. abscessus tinha voltado a se manifestar em seu corpo.

“Estou no terceiro ano de tratamento e ainda não acabou. Nunca teria pensado que algo tão simples poderia quase tirar minha vida e seguir comigo por tanto tempo”, lamenta.

A influencer passou a usar as redes para falar sobre a importância de ter uma relação positiva com o próprio corpo, e está processando o SPA responsável pelo procedimento.

Por Bruno Bucis

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