O atacante Richarlison voltou a se manifestar sobre a disputa pela posse de uma mansão na Ilha Comprida, em Angra dos Reis, no litoral do Rio de Janeiro. Nesta quarta-feira (21), o jogador publicou nas redes sociais números de processos judiciais e administrativos que, segundo ele, sustentam sua versão de que adquiriu legalmente a propriedade. O atleta também voltou a cobrar a devolução do imóvel e questionou a atuação dos órgãos responsáveis pela regularização da área.
A publicação ocorreu após o advogado Willer Tomaz desafiar o jogador a apresentar provas da compra. Em um vídeo, Richarlison afirmou que realizou a negociação de maneira regular e declarou que a Justiça fluminense reconheceu seu direito sobre a propriedade.
“Eu, como cidadão brasileiro, fico indignado porque aquela ilha lá eu comprei com dinheiro suado meu, trabalhando”, disse o atacante. Ele também relatou ter aguardado quase um ano por uma resposta sobre a regularização do imóvel.
Segundo Richarlison, a aquisição ocorreu em outubro de 2020, em parceria com o deputado Alencar da Silveira Júnior. O jogador afirma que o investimento total chegou a aproximadamente R$ 10 milhões, incluindo R$ 4,66 milhões pagos a antigos ocupantes, além de gastos com reformas e segurança.
O atacante também divulgou referências de processos relacionados ao caso e afirmou que recibos, contratos e conversas foram apresentados a jornalistas e autoridades. De acordo com ele, a Polícia Federal investiga possíveis irregularidades envolvendo a disputa pelo imóvel.
Outro ponto levantado pelo jogador é a diferença no tempo de análise dos pedidos de regularização encaminhados à Secretaria do Patrimônio da União (SPU). Richarlison alega que sua solicitação permaneceu sem resposta por dez meses, enquanto um requerimento relacionado à empresa de Tomaz teria sido aprovado em apenas um dia, em julho de 2022.
No vídeo, o atleta voltou a cobrar uma solução para o caso e mencionou o desafio feito pelo advogado. “Então está aí a prova, seu Willer Tomaz. Você falou que, se eu tivesse a prova que eu comprei a ilha, você ia devolver a ilha”, declarou.
Richarlison também rebateu acusações de que estaria usando a disputa para obter visibilidade durante o período eleitoral. Para contestar essa versão, publicou uma captura de tela de mensagens enviadas em 5 de abril a Flávio Bolsonaro (PL), que concorre à Presidência da República, nas quais cobrava esclarecimentos sobre a propriedade.
A controvérsia envolve uma mansão localizada na Ilha Comprida, em Angra dos Reis. Richarlison afirma ter investido cerca de R$ 10 milhões no imóvel e acusa Flávio Bolsonaro e Willer Tomaz de terem obtido a posse da propriedade sem ressarcir os valores aplicados.
Segundo relatos anteriores do jogador, a negociação aconteceu durante a pandemia de covid-19, por meio de uma parceria com Alencar da Silveira Júnior e Renato Velasco, ex-empresário do atacante. Em 2020, a compra foi realizada pela Sport 70 Intermediação de Negócios Ltda., empresa ligada a Velasco.
Dois anos depois, uma decisão judicial concedeu a posse do imóvel à WT Administração de Imóveis e Bens S/A, empresa relacionada a Willer Tomaz. O caso também envolve reivindicações de representantes dos espólios de antigos proprietários e questionamentos sobre a documentação da área.
Em uma manifestação anterior, Richarlison pediu que a Polícia Federal investigasse o episódio e afirmou que não recebeu de volta o dinheiro investido. O jogador também declarou que pretende doar o valor caso consiga recuperá-lo.




