O Irã se prepara para executar a primeira manifestante mulher ligada aos protestos que varreram o país em janeiro.
De acordo com organizações de defesa dos direitos humanos, mais de 1.600 pessoas teriam sido enforcadas nos últimos 12 meses no país, incluindo várias em conexão com os protestos.
Agora seria a vez de Bita Hemmati. Ela, o marido, Mohammadreza Majidi-Asl, e mais dois outros manifestantes — Behrouz Zamaninejad e Kourosh Zamaninejad — foram condenadas à morte por enforcamento por um Tribunal Revolucionário de Teerã, presidido pelo notório juiz Imam Afshari, contou o “Sun”.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_1f551ea7087a47f39ead75f64041559a/internal_photos/bs/2026/n/U/FNbSOKTBai7PovYhD57A/blog-bita-2.jpg)
Os quatro foram considerados culpados de atirar blocos de concreto do prédio onde moravam contra as forças de segurança do Estado durante os protestos.
Durante a leitura da sentença final, os quatro foram condenados por agir em nome dos EUA, segundo a agência de notícias americana Human Rights Activists News Agency.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_1f551ea7087a47f39ead75f64041559a/internal_photos/bs/2026/L/3/QPDBvQQVyU8HYKA1AO6g/blog-bita-3.jpg)
O Centro Abdorrahman Boroumand (ABC) também acredita que Bita era a mulher que apareceu em um vídeo transmitido pela televisão estatal em janeiro, sendo interrogada por forças da Guarda Revolucionária Islâmica.
O regime teocrático tem sido acusado de forçar prisioneiros a confessar crimes, submetendo-os a tortura, coação e estresse extremo.
A data programada para a execução é desconhecida.
Por Fernando Moreira



