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Com poucas doações, candidatos ao governo dependem do fundo partidário

Os candidatos ao governo do Estado na eleição deste ano não conseguiram convencer o eleitorado a fazer doações para as suas campanhas. A menos de um mês do primeiro turno, a maioria dos concorrentes a cargos eletivos depende basicamente dos recursos do fundo partidário repassados pelas legendas. O limite máximo permitido pela Justiça para gastos no primeiro turno é de R$ 7.115.522,46.

Wellington Fagundes (PL) aparece com a maior quantia de recursos para gastar na corrida pelo Palácio Paiaguás. Ao todo, são R$ 5,4 milhões recebidos, o que equivale a 92,55% dos recursos em caixa. Desse montante, R$ 5 milhões vieram dos diretórios nacional e estadual do partido. Outros R$ 250 mil foram doados por três pessoas físicas.

Na sequência aparece Natasha Slhessarenko (PSD), que tem R$ 4,5 milhões disponíveis para divulgar a sua candidatura. Ao todo, R$ 4,55 milhões vieram da direção nacional do partido, o que representa quase 99% dos recursos. Além disso, a própria Natasha fez uma doação para a sua campanha, no valor de R$ 52 mil.

O governador Otaviano Pivetta (Republicanos), que é o candidato mais rico nesta eleição no estado de Mato Grosso, possui até o momento R$ 4,52 milhões. Ele ainda não declarou recursos recebidos do seu partido, mas siglas aliadas já “investiram” na sua campanha. O Cidadania depositou R$ 2 milhões, enquanto o União Brasil disponibilizou R$ 1 milhão, o que representa 66,3% do valor total. Pivetta também fez uma doação para sua campanha de R$ 500 mil. Duas pessoas físicas fizeram doações que totalizam R$ 300,2 mil.

Rafael Milas (Missão) declarou à Justiça ter recebido R$ 102.914,00, o que representa mais de 97% dos recursos. Desse total, R$ 100 mil foram repassados pela direção nacional do partido. Foram registradas duas doações de pessoas físicas, que totalizam R$ 2.914.

Os candidatos Maurício Coelho (Mobiliza) e Sargento Laudicério (Agir) não declararam verba até o momento.

O fundo eleitoral foi criado em 2017, depois que o Supremo Tribunal Federal (STF) proibiu que empresas fizessem doações aos candidatos. Neste ano foram disponibilizados aos partidos um valor de quase R$ 5 bilhões. A maior parte desse dinheiro é distribuída conforme a quantidade de parlamentares na Câmara dos Deputados e os votos que eles receberam na última eleição. Outra parcela considera a representação parlamentar no Senado. Por fim, dois por cento dos recursos são divididos de forma igualitária entre todos os partidos.

Os dados são da atualização da plataforma Divulgação de Candidaturas e Contas Eleitorais (DivulgaCand), da Justiça Eleitoral, disponibilizados na sexta-feira (04).

Por Aparecido Carmo

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