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Cientistas afirmam que colisão extremamente radioativa de estrelas pode causar fim do mundo

Chamada de quilonova, a reação extremamente rápida libera uma enorme quantidade de radiação que pode afetar a vida na Terra

Pesquisadores afirmaram que o fim do mundo pode vir de uma nova descoberta astronômica chamada de quilonova, uma explosão que libera toneladas de radiação e poderá acabar com a vida na Terra por milhares de anos.

Este tipo raro e misterioso de reação cósmica ocorre quando duas estrelas de nêutrons, ou uma delas e um buraco negro, colidem e se fundem, produzindo uma explosão de raios gama que dura apenas alguns segundos.

A razão pela qual elas são tão intrigantes é por serem extremamente raras e rápidas, tornando-se muito difíceis de serem estudadas. Por isso, somente nesta semana os cientistas conseguiram observar uma delas pelo telescópio.

Embora não seja tão violenta quanto uma supernova (explosão que ocorre quando uma estrela gigante morre), a quilonova libera uma quantidade massiva de radiação que pode viajar por muitos quilômetros, afetando tudo por onde passa.

“Descobrimos que, se uma fusão de estrelas de nêutrons ocorresse a cerca de 36 anos-luz da Terra, a radiação resultante poderia causar um evento de nível de extinção”, disse Haille Perkins, cientista da Universidade de Illinois, ao site Space.com.

Os astrônomos alegam que é muito difícil algo desse tipo acontecer, até porque as estrelas de nêutrons mais próximas estão a 400 anos-luz de distância do sistema solar. Mas explicam que os raios gama são um perigo, pois conseguem retirar elétrons dos átomos num processo chamado ionização.

Além disso, os efeitos dessa explosão podem destruir a atmosfera de nosso planeta, mesmo a centenas de anos-luz de nós.

Outro risco associado às quilonovas é o efeito indireto causado pelos jatos de raios gama, que colidem com o gás e a poeira em torno das estrelas enquanto se propagam pelo espaço, o que cria poderosas emissões de raios-X, algo muito mais duradouro que as reações gama.

Fonte: R7

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