Um erro de grafia na fachada de uma escola da rede estadual causou espanto no Rio de Janeiro. O problema ocorreu durante a confecção do painel com o nome do Ciep 313, Rubem Braga, em Senador Camará, zona oeste da capital. Mais conhecida como “Brizolão”, a unidade teve o apelido trocado por “Bizolão”. A situação chamou a atenção das pessoas que passavam pelo local e viralizou nas redes sociais.
O vídeo que repercutiu na internet já teve mais de 60 mil visualizações e milhares de comentários — a maioria com críticas. “Ele quis economizar tinta”, ironizou um usuário.
Outras pessoas questionaram a exposição do erro: “Em vez de rir, poderia ajudar. O mundo está sem empatia mesmo.”
Procurada, a Seeduc (Secretaria de Educação do Estado do Rio de Janeiro) não explicou detalhes sobre a execução do serviço. Apenas informou que o erro foi identificado e corrigido.
A história do Brizolão
Com 40 anos de história, os Cieps (Centros Integrados de Educação Pública) são conhecidos popularmente por cariocas e fluminenses como “Brizolão” por terem sido implementados nos dois governos de Leonel Brizola (1983–1987 e 1991–1994).
O projeto pedagógico foi idealizado pelo antropólogo e ex-ministro da Educação Darcy Ribeiro, então secretário extraordinário de Ciência e Cultura do Rio de Janeiro.
Além de educação, o programa tinha como prioridades a saúde e a cultura. O objetivo era oferecer ensino de qualidade durante oito horas diárias. Na época, as unidades proporcionavam refeições completas e atendimento médico e odontológico.
Com arquitetura assinada por Oscar Niemeyer, os “brizolões” são considerados patrimônios do Rio. Mais de 500 unidades foram construídas em todo o estado. Atualmente, a capital fluminense é responsável por 101 unidades. Em 2025, a prefeitura do Rio de Janeiro tombou cerca de 14 Cieps.
Por Marco Antônio Almeida




