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segunda-feira, março 4, 2024
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Amália Barros contraria FPA e vota contra reforma tributária por miopia ideológica

A política brasileira sempre foi permeada por alianças, interesses e ligações entre diversos atores. No entanto, algumas situações chamam a atenção pela forma como influências pessoais podem se sobrepor aos interesses coletivos.

Um exemplo disso é o caso da deputada federal Amália Barros (PL), eleita com o dinheiro e o apoio de ruralistas, mas que, curiosamente, parece estar servindo aos interesses da ex-primeira dama do Brasil, Michelle Bolsonaro, que é sua madrinha política.

Os esforços da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), composta por parlamentares comprometidos com o setor produtivo, foram dedicados à construção de um texto favorável às demandas do agronegócio. No entanto, tais esforços não sensibilizaram a deputada Amália Barros, que deve sua eleição justamente ao apoio financeiro e político dos ruralistas de Mato Grosso.

É surpreendente constatar que Amália, beneficiada pelo agronegócio em sua campanha eleitoral, tenha votado contra a reforma tributária, claramente contrariando os interesses do setor produtivo que lhe deu suporte. Parece que, movida por uma ideologia cega, a deputada permaneceu fiel à cartilha da extrema direita, desconsiderando as necessidades e anseios dos setores que lhe deram respaldo político.

É importante ressaltar que as 54 entidades representativas de todo o setor produtivo nacional emitiram uma nota oficial, expressando seus sinceros agradecimentos à FPA pelo excepcional trabalho desenvolvido na construção do último texto da reforma tributária. Esse texto foi apresentado pelo relator Deputado Aguinaldo Ribeiro e liderado pelo presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, gerando conforto para que os parlamentares pudessem aprovar a matéria com ampla maioria.

Sua máscara caiu e agora fica evidente que sua presença na política não acrescenta e sua ausência não faz falta ao Agro Brasil

No entanto, Amália Barros parece ter perdido o bonde da história ao votar contra a reforma tributária, contrariando o setor produtivo que até então ela usava como discurso para se passar por uma defensora do agronegócio. Sua máscara caiu e agora fica evidente que sua presença na política não acrescenta e sua ausência não faz falta ao Agro Brasil.

É lamentável constatar que interesses pessoais e políticos possam se sobrepor ao bem coletivo e aos compromissos assumidos com o setor que a elegeu. Resta esperar que os eleitores estejam atentos a essas situações e cobrem de seus representantes uma atuação verdadeiramente comprometida com os interesses da população e do setor produtivo, deixando de lado jogos de poder e apadrinhamentos políticos.

A política precisa ser exercida com responsabilidade, transparência e coerência, garantindo que as vozes dos diversos setores sejam ouvidas e respeitadas. É fundamental que os parlamentares sejam verdadeiramente representantes de seus eleitores e não meros joguetes nas mãos de interesses particulares.

Blog Edição MT

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