A suspeita surgiu após denúncia apontar que ele se apresentava como terapeuta ocupacional e oferecia atendimentos especializados sem possuir formação acadêmica ou registro profissional exigidos para a atividade.
Durante a apuração, foi constatado que o investigado realizava atendimentos típicos da terapia ocupacional, apesar de não possuir habilitação legal para atuar na área da saúde. A situação chamou ainda mais atenção por envolver principalmente crianças que necessitam de acompanhamento especializado.
As investigações apontam que os serviços eram oferecidos em uma clínica improvisada instalada em imóvel residencial. No local, também foram identificadas irregularidades sanitárias, incluindo a ausência de alvará e de outras autorizações obrigatórias para funcionamento.
Segundo os órgãos fiscalizadores, há indícios de que a estrutura utilizada não atendia aos requisitos necessários para o atendimento especializado de pacientes, especialmente crianças com necessidades específicas.
Durante a fiscalização, foram encontrados documentos relacionados aos atendimentos prestados. Entre eles, uma nota fiscal emitida pela prestação de serviços de terapia ocupacional no valor de R$ 15,3 mil.
Outro ponto que passou a ser investigado é a possibilidade de parte dos pacientes atendidos ter sido encaminhada por decisões judiciais que determinam o custeio de tratamentos especializados pelo poder público. A suspeita será apurada ao longo da investigação.
O caso pode envolver crimes como exercício ilegal da profissão, uso de documento falso e outras infrações que venham a ser identificadas durante a análise do material apreendido.
A investigação segue em andamento para identificar o número de pacientes atendidos, a extensão da atuação do suspeito e eventuais prejuízos causados às famílias que buscavam atendimento especializado para seus filhos.




