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quinta-feira, maio 30, 2024
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Vereador garante normalização do transporte, mas colegas apontam risco de paralisação

Durante sessão da Câmara Municipal de Cuiabá desta terça-feira (6), os vereadores manifestaram preocupação com a situação do transporte coletivo na Capital, temendo uma paralisação total da frota por falta de repasses da Prefeitura à Associação Mato-grossense dos Transportes Urbanos (AMTU). Vereador Luis Cláudio (Progressistas), da base do prefeito Emanuel Pinheiro (MDB), disse que conversou com o secretário municipal de Mobilidade Urbana, Juares Samaniego, que garantiu o retorno da normalidade do serviço.  

Usuários do transporte coletivo vêm denunciando nos últimos dias os transtornos sofridos relacionados a atrasos e superlotação dos ônibus.  

Vereador Dilemário Alencar (Podemos) propôs a convocação do secretário Samaniego, para que explicar a situação, assim como o presidente da AMTU, para informar a causa dos problemas.  

“Hoje explodiu as reclamações. No terminal do CPA 1 e terminal do CPA 3 grandes filas, no ponto de ônibus do Shopping Pantanal grande fila, muitas pessoas perderam o horário de bater ponto no seu trabalho e a conversa que tem é que está havendo essa redução porque […] as empresas alegando que a Prefeitura não está passando recursos devidos à AMTU. […] Cuiabá tem uma das passagens mais caras do Brasil. Precisamos saber se esse movimento é para aumentar pressionar a ter um aumento de passagem, ou se realmente é dívida por parte da Prefeitura”.  

Já o vereador Sargento Joelson (PSB) disse que recebeu informações extraoficiais de que ontem (5) só 70% da frota rodou e hoje foi 50%. Também disse que a Prefeitura tem deixado de fazer repasses mensais de R$ 12 milhões e que há risco real de paralisação total.  

“Pelo que levantamos, das 7h da manhã até agora as empresas rodaram com frota menor ontem e hoje por falta de combustível, porque pasmem, a Prefeitura está devendo as empresas desde o mês de janeiro […] e vai piorar, amanhã vence a folha de pagamento dos motoristas de ônibus, as empresas não tem dinheiro para pagar, se atrasar salário dos motoristas para tudo, para 100%”.  

O vereador Eduardo Magalhães (Republicanos) informou que uma reunião entre trabalhadores e empresários estaria ocorrendo na manhã de hoje (6) para decidir como irão proceder.

“A Prefeitura de Cuiabá não está fazendo o devido repasse, não fazendo o devido repasse não dá para trabalhar de graça, a custo zero, […] transporte público no Brasil não se mantém, o valor cobrado na passagem não é suficiente para manter toda a estrutura, por isso todos os municípios do país entram com uma contrapartida, essa contrapartida não esta sendo executada, segundo eles, há 8 meses […] liguei para o sindicato agora há pouco e me confirmaram que neste exato momento estão reunidos com os empresários  discutindo a respeito disso”.  

A vereadora Michelly Alencar (União) afirmou que não é de hoje que vem recebendo reclamações sobre o transporte coletivo.  

“Esse desrespeito com os trabalhadores da nossa capital, que saem 5h de casa, desde semana passada estão sentindo este impacto na questão do transporte coletivo e de ontem pra hoje isso se intensificou ainda mais. Denúncias não só dos usuários, mas dos próprios trabalhadores. […] nós temos a 6ª passagem mais cara do Brasil e temos trabalhadores, estudantes, servidores sofrendo com a má qualidade desse transporte”.  

Membro da base do prefeito na Câmara, o vereador Luis Cláudio afirmou que conversou com o secretário de mobilidade urbana, que garantiu que o sistema já “está voltando à normalidade” e está em andamento a negociação da Prefeitura com as empresas.

Fonte: GD

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