Imagens registradas após os terremotos que atingiram a Venezuela na noite de quarta-feira (24) revelam a dimensão da destruição provocada pelos dois fortes tremores, de magnitudes 7,2 e 7,5 (assista acima). Vídeos mostram prédios desabados, estruturas comprometidas, operações de resgate e moradores tentando encontrar familiares em meio aos escombros.
Grande parte dos registros foi feita em Caracas e no estado de La Guaira, uma das áreas mais afetadas pela tragédia. Em imagens captadas na região costeira, é possível ver apartamentos destruídos e edifícios reduzidos a escombros enquanto equipes de emergência trabalham na busca por sobreviventes.
Um dos vídeos mais impressionantes mostra o momento em que parte do teto do Aeroporto Internacional Simón Bolívar, principal terminal aéreo que atende a capital venezuelana, desaba durante os tremores. O aeroporto foi fechado após sofrer danos considerados graves à infraestrutura.
Imagens de satélite capturadas pela Vantor revelaram danos substanciais em diversas áreas da cidade costeira de La Guaira. Os registros mostram o antes e depois da cidade, agora com edifícios danificados, estruturas comprometidas e marcas deixadas pelos fortes tremores.
Imagens registradas do alto de edifícios revelam quarteirões inteiros afetados, enquanto outros vídeos flagraram o instante em que construções desabavam.
Segundo dados do Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), o primeiro terremoto teve magnitude 7,2 e epicentro próximo à cidade de Morón, na costa do Caribe. Menos de um minuto depois, um segundo sismo, de magnitude 7,5, atingiu a mesma região, ampliando os danos.
La Guaira foi declarada zona de desastre natural pelo governo venezuelano. De acordo com autoridades, dezenas de edifícios desabaram na região, incluindo um grande hotel à beira-mar na cidade de Macuto. Outras imagens mostram prédios colapsados.

Em Caracas, o bairro de San Bernardino está entre os mais atingidos, além de Los Palos Grandes, El Paraíso e Altamira. Vídeos mostram equipes de resgate movendo escombros em busca de sobreviventes enquanto moradores relatam momentos de pânico durante a fuga de edifícios abalados pelos tremores.
“Fiquei no meu prédio por quatro horas até ser resgatado por alguém da Defesa Civil, ou algo assim. Eles não tinham muitas ferramentas. […] Eu também ajudei, pois me deram uma ferramenta. E isso me salvou, porque eu tinha muitos móveis em casa que me protegeram do impacto”, relatou Erick Paul Martínez Santos, um dos sobreviventes.

Para Karim Chacón, morador de El Paraíso, na região oeste de Caracas, o terremoto foi uma experiência sem precedentes. Ele contou que estava em casa quando ouviu um forte estrondo: “De repente, tudo começou a se mover, de um lado para o outro. Foi um movimento muito, muito intenso. Nunca tínhamos experimentado nada parecido. As paredes começaram a rachar. Coisas começaram a cair no chão. As paredes, a estrutura… Foi horrível. Se alguém nunca passou por um momento assim, não, você nunca saberá.”

Centenas de mortos e milhares de feridos
Em pronunciamento nesta quinta-feira (25), o presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, Jorge Rodríguez Gómez, informou que o desastre deixou mais de 180 mortos e mais de 1,5 mil feridos. Segundo ele, cerca de 250 edifícios foram destruídos.
Rodríguez afirmou que esta é a mais grave contingência causada por desastres naturais enfrentada pela Venezuela nos últimos 30 anos. O governo declarou estado de emergência e anunciou medidas para apoiar as vítimas, incluindo a criação de um fundo para reconstrução de hospitais, linhas de crédito para comerciantes afetados e a mobilização de empresas privadas para auxiliar na remoção de escombros.
As operações de busca continuam em várias regiões do país. Segundo as autoridades, aviões de diferentes países já estão a caminho da Venezuela para reforçar os trabalhos de resgate e assistência humanitária.




