O assessor parlamentar Brunno Passos da Silva, de 31 anos, preso hoje (30) durante a Operação Replay, foi exonerado do cargo que ocupava no gabinete do vereador Jefferson Siqueira (PSD), na Câmara de Cuiabá. Ele é acusado de envolvimento em um esquema de lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio, liderado por Paulo Witer Farias Paelo, conhecido como W.T., tesoureiro de uma facção atuante em Mato Grosso.
A demissão de Brunno Passos foi solicitada pelo vereador Lemes (PSD) que atualmente ocupa a vaga de Jefferson Siqueira, afastado por 120 dias das suas atividades no Legislativo Municipal.
A informação foi confirmada por meio de nota oficial divulgada pela Câmara Municipal. Conforme o Legislativo, o ato de exoneração será publicado na edição desta sexta-feira (31) da Gazeta Municipal.
Na nota, a Câmara afirma que acompanha os desdobramentos da investigação e que permanece à disposição das autoridades para colaborar, caso seja necessário.
Brunno Passos tinha um salário mensal de R$2.250,00 e cumpria carga horária de 30 horas semanais. Ele foi preso nas primeiras horas da manhã, na casa em que mora, no bairro Altos da Serra, em Cuiabá. O mandado de prisão preventiva foi expedido pela juíza Edna Ederli Coutinho, do Núcleo de Justiça 4.0 – Juiz das Garantias.
Além do mandado de prisão, investigadores da Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco) cumpriram mandado de busca e apreensão na casa de Brunno e apreenderam um iPhone 17 e um aparelho Xiaomi, que serão submetidos à perícia.
Brunno deve passar por audiência de custódia ainda nesta quinta-feira para definir se permanecerá preso ou responderá ao processo em liberdade.
Operação Replay
A Operação Replay é um desdobramento das operações Apito Final, Fair Play e Tempo Extra. Ao todo, a Polícia Civil cumpre 10 mandados de prisão preventiva, além de mandados de busca e apreensão, quebras de sigilo e medidas patrimoniais contra 14 investigados. A Justiça determinou o bloqueio de até R$ 15,3 milhões em ativos financeiros e o sequestro de bens avaliados em cerca de R$ 17,3 milhões.
Segundo a investigação, a organização utilizava contas bancárias de terceiros e pessoas sem capacidade financeira compatível para ocultar patrimônio e movimentar recursos ilícitos. As apurações também indicam que W.T. continuava comandando as finanças da facção mesmo preso na Penitenciária Central do Estado (PCE).
Entre os demais presos na operação estão a advogada Dayane Karol Moreira e o jogador de futebol amador Alex Júnior Santos de Alencar, conhecido como “Alex Soldado”, que já havia sido alvo da Operação Apito Final, em 2024.
Por VANESSA MORENO




