Investigado era considerado um dos principais operadores de facção criminosa e foi flagrado com 21 porções de maconha prontas para comercialização
A Polícia Civil de Mato Grosso prendeu, na manhã desta terça-feira (21), um homem de 30 anos que estava foragido desde a deflagração da Operação Laços de Família, realizada na última semana para desarticular uma célula de facção criminosa envolvida com o tráfico de drogas em Confresa.
Contra o investigado havia um mandado de prisão preventiva expedido pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias. Segundo a Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Confresa, ele é apontado como um dos principais responsáveis pela movimentação de entorpecentes da organização criminosa na região.
Após dias de diligências, os policiais localizaram o suspeito escondido em uma quitinete no bairro Vila Nova, onde permanecia temporariamente na casa de familiares.
O homem foi encontrado deitado em uma rede na área externa do imóvel e não ofereceu resistência à abordagem. No mesmo local, as equipes também cumpriram um mandado de busca e apreensão.
Durante as buscas, os policiais localizaram 21 porções de maconha prontas para a venda, escondidas dentro de uma jaqueta em um dos quartos da residência. Também foram apreendidos dois aparelhos celulares, sendo um encontrado com o investigado e outro escondido em um cesto de roupas.
Os telefones serão submetidos à extração de dados, procedimento já autorizado pela Justiça, para auxiliar no avanço das investigações.
Além do cumprimento do mandado de prisão, o suspeito foi autuado em flagrante pelo crime de tráfico de drogas em razão do material apreendido.
Com a captura, ele passa a responder pelos crimes investigados na Operação Laços de Família, entre eles tráfico de drogas, associação para o tráfico e organização criminosa, além do novo flagrante.
Operação Laços de Família
Deflagrada no dia 16 de julho, a Operação Laços de Família tem como objetivo desarticular uma organização criminosa estruturada por vínculos familiares e conjugais. Segundo a Polícia Civil, o grupo possuía organização financeira própria, distribuía drogas em sistema de consignação e mantinha controle rigoroso da prestação de contas feita pelos revendedores.
As investigações continuam para identificar outros integrantes da organização e aprofundar a apuração sobre a atuação da facção na região.
Por redação




