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Planejamento de 5 anos fez entregador se mudar para Portugal

Há 6 meses na cidade de Seixal, em Portugal, o cuiabano Fabrício Silva, 32, contou que não foi fácil mudar de vida. Ele e sua esposa, Monyelle Silva, planejaram durante 5 anos a troca de país, que, a princípio, seria os Estados Unidos, porém devido à burocracia com a legalização para imigrantes, optaram por Portugal. Entregador de eletrodomésticos, contou como está sendo a experiência e uma das saudades de Mato Grosso é pescar.

Fabrício trabalha em uma transportadora de Lisboa, que fica a 18 km de Seixal, algo como Várzea Grande a Cuiabá. Ele disse que, primeiro, foi sozinho, e um primo o recebeu. Assim que se adaptou e conseguiu um emprego levou a família, esposa e dois filhos de 8 e 3 anos.

“Há 5 anos eu e minha esposa Monyelle planejamos morar fora do Brasil. Escolhemos Portugal pela facilidade da legalização. Aqui somos aceitos como cidadãos em pouco meses e já consigo ter documentos e viver legal no país. É muito bom você conhecer pessoas de vários países, poder aprender outras línguas, onde no passado isso era somente em sonho. Hoje tornou-se realidade. Estar aqui é só o início de um grande sonho”, explicou.

Objetivo do entregador em se mudar para Portugal foi a vontade de dar uma qualidade de ensino melhor aos filhos. Isso porque Portugal está no topo do ranking de melhor ensino nas escolas públicas do mundo. Além disso, ele buscou por segurança e qualidade de vida, podendo gerar maiores oportunidades às crianças.

Fabrício contou que o começo foi difícil, mas que tudo foi melhorando com o tempo e os “perrengues” diminuindo. Ele contou que passou por várias situações ao chegar no país, como trabalhar e não receber, perder ônibus em uma cidade desconhecida, trabalhar em um restaurante e ter reação alérgica após comer fruto do mar, não conseguir compreender a língua, entre outros percalços do cotidiano. Porém, para ele são “experiências” que vão ser guardadas para o resto da vida.

Cuiabano estava morando em Sinop (500 km ao norte) nos últimos anos. Disse que sente saudades de Cuiabá, no entanto, chegar em outro paí causa uma sensação inexplicável. Por fim, contou que o poder de compra em euro não tem comparação com o real. Mesmo ainda morando em quarto alugado com a família e conquistando aos poucos os seus desejos, o montador disse que vive bem melhor.

“Sem dúvida alguma o poder de compra em Portugal é muito maior que no Brasil. Alimentação, roupas e calçados são muito baratos. Quando chegamos em outro país a sensação é inexplicável ver outra cultura. Mesmo que Portugal fale a língua portuguesa, no começo tive muita dificuldade de entender a colocação das palavras, pois são bem diferentes que o português do Brasil. Mas sinto muita falta de familiares, estar com eles e da nossa maravilhosa comida cuiabana, um peixe frito, mojica de pintado, além de sentir muita saudade de pescar também”, finalizou.

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Por Claryssa Amorim

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