Presidente da FESSPMEMT fez discurso durante encontro com candidatos em Cuiabá e afirmou que chegou o momento de o funcionalismo ocupar espaços de decisão e cobrar compromissos concretos com a valorização do serviço público
“Nós temos voz, sim! E cabe a cada um de nós tomar o nosso espaço.”
Foi com essa mensagem que o presidente da Federação dos Sindicatos dos Servidores Públicos Municipais do Estado de Mato Grosso (FESSPMEMT), Nedilson Maciel, marcou sua participação no encontro realizado no último sábado (19), em Cuiabá, reunindo lideranças sindicais e candidatos das eleições de 2026.
Participaram do encontro a candidata ao Governo de Mato Grosso, Dra. Natasha Slhessarenko; o candidato à reeleição ao Senado, Carlos Fávaro; o candidato a deputado estadual Wilson Santos; além de candidatos a deputado estadual e federal e representantes de entidades sindicais.
O encontro abriu espaço para que os candidatos apresentassem às lideranças sindicais propostas e compromissos relacionados ao serviço público e às pautas dos trabalhadores.
Em um discurso marcado por cobranças, emoção e mobilização, Nedilson afirmou que o movimento sindical precisa ampliar sua participação nos espaços políticos onde são tomadas decisões que atingem diretamente a vida dos servidores.
“Nunca tivemos oportunidade. Hoje é o momento. E não é momento por causa da política, não. É o momento porque essa menina está aqui, ela nos abraçou”, declarou Nedilson ao se referir a Carmen Machado, presidente da FESSP-MT e candidata a segunda suplente na chapa de Carlos Fávaro ao Senado.
“Tem conversa, tem diálogo”
Ao falar sobre a aproximação construída entre as entidades, Nedilson destacou a relação de diálogo entre a FESSPMEMT e a FESSP-MT e disse esperar que essa interlocução permaneça depois do período eleitoral.
“E não tem briga aqui, não. Tem conversa, viu, senador? Tem diálogo. Nós estamos trabalhando juntos, gente. E esse carinho, essa atenção, vai continuar pós-campanha, e nós vamos continuar firmes”, afirmou.
Para o presidente da Federação, a presença do movimento sindical no debate político não deve se limitar ao período eleitoral. Segundo ele, a organização precisa servir para garantir interlocução permanente e espaço para que as reivindicações dos servidores municipais cheguem aos representantes eleitos.
“Cabe a nós fazer a diferença”
Um dos momentos mais fortes do pronunciamento ocorreu quando Nedilson falou sobre aquilo que classificou como “omissão” de parte dos servidores diante das decisões políticas que interferem diretamente no funcionalismo.
“Cabe a nós agora fazer a diferença”, declarou.
Nedilson também citou a dimensão da base representada pelas entidades e defendeu uma mobilização mais intensa dos trabalhadores durante o processo eleitoral.
“Nós temos mais de 270 mil votos na nossa base, considerando o servidor, fora as suas famílias. Nós podemos transformar facilmente em meio milhão de votos. Agora, precisamos colocar a nossa tropa na rua”, disse.
Os números mencionados são uma estimativa apresentada pelo próprio presidente durante seu discurso.
Para Nedilson, não basta cobrar das entidades sindicais quando direitos são ameaçados ou projetos que atingem o funcionalismo chegam ao Legislativo. Na avaliação apresentada por ele, os servidores também precisam participar do processo político e acompanhar as posições daqueles que pretendem representá-los.
“Ou nós fazemos agora, ou não vai ter chororô. […] Gente, vamos pra rua! Vamos colocar o carro na rua, é agora! Não dá pra esperar!”, afirmou.
Críticas ao Governo e defesa da liberdade sindical
Durante o pronunciamento, Nedilson também fez duras críticas ao Governo de Mato Grosso. Em sua fala, acusou a atual gestão de retirar recursos dos servidores e criticou iniciativas que, na avaliação dele, buscam limitar a manifestação das categorias.
“Quando a gente fala alguma coisa, sabe o que ele faz? Ele manda projeto de mordaça, para dar um cala-boca na gente. Falar que a gente não tem voz. Mas nós temos voz, sim! E cabe a cada um de nós tomar o nosso espaço”, declarou.
As declarações representam o posicionamento político manifestado pelo presidente da FESSPMEMT durante o encontro.
Representação para além das eleições
Outro ponto destacado por Nedilson foi a necessidade de os trabalhadores observarem quais candidaturas assumem compromissos com as reivindicações do serviço público.
Ao mencionar representantes ligados ao movimento sindical presentes no encontro, o presidente pediu que a categoria reflita sobre a importância de construir representação política própria e manter canais permanentes de diálogo.
“Ou nós votamos nos nossos, ou nós vamos apanhar feito cachorro embarcado!”, afirmou, utilizando uma expressão para reforçar o tom de alerta de seu discurso.
Na sequência, Nedilson lembrou que, depois das eleições, são justamente as entidades sindicais que recebem os pedidos de ajuda quando medidas afetam direitos, carreiras e remuneração.
“Depois vai ligar pro Nedilson, vai ligar pra Carmen: ‘Carmen, pelo amor de Deus!’. Gente, por favor. A hora é agora”, reforçou.
Voz, organização e participação
A mensagem central do presidente da FESSPMEMT foi de que o movimento sindical precisa transformar sua capacidade de organização em presença efetiva nos espaços de decisão.
Mais do que acompanhar uma eleição, Nedilson defendeu que servidores municipais e estaduais conheçam propostas, questionem candidatos e cobrem compromissos relacionados à valorização profissional, às carreiras, à remuneração e à preservação dos direitos do funcionalismo.
Para a FESSPMEMT, o encontro também representou um espaço para colocar as demandas dos servidores diante daqueles que disputam cargos no Executivo e no Legislativo.
Ao encerrar sua manifestação, Nedilson voltou a destacar o senso de urgência que marcou todo o discurso:
“A hora é agora. Ou nós colocamos o carro na rua, ou nós vamos amargar quatro anos — no caso do senador, oito.”
A fala sintetizou o chamado feito pelo dirigente sindical durante o encontro: ampliar a participação dos servidores no debate público, fortalecer a representação das categorias e fazer com que a voz de quem presta diariamente os serviços públicos também esteja presente nos espaços onde são tomadas as decisões que afetam o funcionalismo.
ASSESSORIA DE IMPRENSA E COMUNICAÇÃO – FESSPMEMT




