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sexta-feira, julho 19, 2024
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Mulher acusa ex-chefe de gabinete de agressão e sexo oral forçado

Vítima disse à polícia que foi insultada, agredida e forçada a fazer sexo oral por ex-chefe de gabinete da subprefeitura de Itaquera

São Paulo – Um boletim de ocorrência de violência doméstica e injúria foi registrado contra Rabih Ali Khalil, de 43 anos, ex-chefe de gabinete da subprefeita Silvia Regina de Almeida, de Itaquera, zona leste da capital paulista.

Na denúncia, a vítima, uma mulher de 44 anos com quem Khalil mantinha um relacionamento recente, afirma à polícia que o ex-chefe de gabinete a agrediu, a ponto de ter dois dentes quebrados e outros deslocados. Em seguida, ele a teria obrigado a fazer sexo oral. Segundo o boletim de ocorrência, registrado no último dia 14, a violência ocorreu seis dias antes, em Guarulhos, na Grande São Paulo.

O Metrópoles apurou que Khalil também trabalhava como gestor de planejamento estratégico de relações institucionais na presidência da Câmara de Vereadores de Guarulhos até este mês, quando foi demitido.

Registros da polícia mostram que a vítima e Khalil estavam em um bar com amigos, no último dia 8, quando ele teria começado a desrespeitá-la. Em seguida, ambos acabaram indo para outro bar, onde Khalil teria “sentido ciúmes” da vítima e passado a insultá-la com ofensas como “puta” e “vagabunda”. “Ele sempre vem me caluniando com palavras ofensivas e agressivas”, diz trecho do relato da mulher.

Ainda de acordo com registros policiais, Khalil deixou o local caminhando e foi seguido pela vítima, porque ela precisava pegar itens pessoais deixados na casa dele – onde estava hospedada havia cerca de uma semana.

“Seguimos no carro brigando e ele me ofendendo, me chamando de ‘puta’, ‘vagabunda’ pra mais. Tenho vídeos e foto do momento em que ele vira um soco na minha cara e quebra dois dentes meus”, afirmou a vítima à polícia.

Na casa de Khalil, a mulher conta que tomou banho e foi levada por amigos, chamados pelo ex-chefe de gabinete, até um hospital. O próprio agressor foi buscá-la, segundo a vítima.

Foto colorida mostra corpo machucado de mulher agredida fisicamente
Lei Maria da Penha protege mulheres vítimas de violência doméstica

Pedido de “perdão”

Depois de saírem do hospital, já na casa de Khalil, ainda de acordo com registros policiais, ele teria afirmado à vítima que, “para existir o perdão”, ambos teriam de fazer sexo.

“Eu com a boca toda costurada e contenção nos dentes. Me pediu para fazer sexo oral. Eu fiz tudo chorando”, disse ainda a vítima em seu relato.

A mulher saiu da casa dele na manhã seguinte. Ela afirmou que, na ocasião, não conseguia se alimentar direito e, quando foi pedir ajuda a Khalil, ele havia bloqueado seus contatos.

O caso foi registrado pela Polícia Civil como violência doméstica e injúria.

Segundo a Prefeitura de São Paulo, Khalil foi exonerado da Subprefeitura da zona leste em janeiro deste ano. Mesmo assim, no site do governo municipal ele ainda constava como titular do cargo. Seu nome foi trocado pelo atual chefe de gabinete na tarde desta quarta (26/4), após a gestão Ricardo Nunes (MDB) ser questionada pela reportagem.

Outro lado

Procurado pelo Metrópoles, Rabih Ali Khalil afirmou que a vítima “retirou a queixa” contra ele.

“O assunto foi encerrado”, afirmou, sem negar, em nenhum momento, as denúncias feitas pela vítima no boletim de ocorrência. “Ela [vítima] poderá confirmar isso, ok”, acrescentou.

A vítima foi procurada pela reportagem, por telefone e mensagens. Por texto, minutos após Rabih se manifestar ao Metrópoles, ela limitou-se a afirmar que “[o] assunto já foi encerrado”.

Por Alfredo Henrique/Metrópoles

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