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Militar é preso no Capitólio após pedir impeachment de Trump

Um major da Força Aérea dos Estados Unidos, identificado como Jason Watson, foi preso na quinta-feira (2), no Capitólio, em Washington, após fazer um protesto contra o presidente Donald Trump. Em frente ao local, que abriga o Congresso, o militar segurou uma placa pedindo o impeachment do republicano.

Inicialmente, Watson estava acompanhado do deputado democrata do Texas Al Green — conhecido por ter protocolado um pedido de impeachment contra Trump em dezembro de 2025, rejeitado pela Câmara. Assim que Green se retirou, as forças de segurança intervieram, uma vez que manifestações políticas são proibidas no local sem o acompanhamento de um parlamentar.

À imprensa norte-americana, a polícia do Capitólio informou que Watson foi acusado de obstrução e conduta desordeira após se recusar a encerrar o protesto. A Força Aérea dos Estados Unidos anunciou que está abrindo uma investigação sobre o caso.

O protesto foi articulado em conjunto com a Removal Coalition, uma organização que defende a destituição constitucional de integrantes do governo Trump. Antes de ser detido, Watson havia participado de uma coletiva de imprensa promovida pela entidade, na qual pediu o impeachment do presidente, alegando que o governo cometeu uma série de violações constitucionais.

Entre elas, o militar citou decisões relacionadas à política externa, ao endurecimento da política anti-migratória e ao funcionamento do governo federal.

“Hoje, o major da Força Aérea Jason Paul Watson fez história ao ser o primeiro oficial da ativa militar a pedir o impeachment e a remoção de Trump do cargo. Estamos honrados por ele nos ter escolhido para tornar essa revelação possível, e humildes pelo apoio demonstrado ao seu heroísmo e sacrifício de 17 anos de carreira militar”, disse a Removal Coalition.

Pelas redes sociais, Green também comentou a prisão de Watson. “Esse é o tipo de coragem necessária para inspirar os outros a entenderem que liberdade e justiça são coisas que podem se tornar reais para cada pessoa nesse país”, disse.

Regras para militares

Os militares estão sujeitos a leis mais rigorosas do que civis em relação a protestos. Militares da ativa são proibidos de participar de atividades político-partidárias, especialmente quando estão fardados. O Código Uniforme de Justiça Militar também proíbe oficiais de “usar linguagem desprezível em relação ao Presidente, Vice-presidente, Secretários de Guerra e de um departamento militar, Congresso e outros oficiais.

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