A 4ª Vara Cível de Rondonópolis autorizou o processamento da recuperação judicial da família de pecuaristas formada por Elza Jacinto Quirino, Luciano Jacinto da Silva e Luciano Quirino Jacinto, que acumula dívidas de aproximadamente R$ 253 milhões.
Conforme informações do site FolhaMax, os produtores rurais atuam na região de São Félix do Araguaia e alegam que enfrentaram uma crise financeira agravada pela alta dos custos de produção, queda no preço das commodities e dificuldade de acesso ao crédito rural.
A recuperação judicial é um mecanismo utilizado por empresas e produtores em crise financeira para renegociar débitos e evitar a paralisação das atividades.
No processo, os pecuaristas afirmam atuar na atividade rural desde 1994, com histórico consolidado na pecuária de corte e expansão para o cultivo de grãos a partir de 2020.
“Exercem atividade rural de forma contínua e profissional desde o ano de 1994. Com histórico consolidado na pecuária de corte e expansão para o cultivo de grãos a partir de 2020, os produtores relatam que a crise econômico-financeira foi desencadeada por fatores externos e imprevisíveis, destacando-se a elevação abrupta dos custos de insumos agrícolas a partir de 2021 e a queda acentuada nos preços das commodities no mercado internacional em 2023. Somam-se a esse cenário o encarecimento do crédito rural devido à alta das taxas de juros”, diz trecho da decisão.
Com a autorização judicial, os produtores passam a ter proteção contra cobranças e execuções relacionadas aos créditos incluídos no processo pelo período de até 360 dias.
Além disso, bens considerados essenciais para continuidade das atividades, como veículos, maquinários, ferramentas e insumos, ficam protegidos de medidas de venda para pagamento imediato das dívidas.
O próximo passo do processo será a apresentação do plano de recuperação judicial, no qual os pecuaristas deverão detalhar a proposta de pagamento aos credores, incluindo prazos e possíveis descontos.
Entre os principais credores listados estão Banco do Brasil, Sicredi Araxingu, Banco ABC Brasil, Itaú Unibanco, Bradesco, Sicoob Centro Brasil, Banco CNH Industrial e Banco Volkswagen.
Os débitos incluem créditos com garantia real, créditos quirografários, dívidas trabalhistas e valores devidos a micro e pequenas empresas.




