O julgamento do investigador da Polícia Civil Mário Wilson Vieira da Silva Gonçalves, acusado de matar o policial militar Thiago de Souza Ruiz, foi suspenso no fim da tarde dessa terça-feira (12) e será retomado nesta quarta-feira (13), às 9h, no Fórum de Cuiabá.
Até o momento, duas testemunhas já foram ouvidas no Tribunal do Júri: a ex-esposa da vítima, Walkíria Filipaldi Corrêa, e o delegado André Eduardo Ribeiro, que atuava como plantonista da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) na época do crime. Ambos foram arrolados como testemunhas pelo Ministério Público.
Também consta como testemunha arrolada pelo MP o investigador da DHPP Walfredo Raimundo Adorno Mourão Junior.
Já pela defesa foram arrolados Gilson Vasconcelos Tibaldi de Amorim Silva, apontado como testemunha comum entre acusação e defesa, além dos delegados Guilherme Bertoldi, André Monteiro, José Ricardo e Guilherme Facinelli.
A sessão é presidida pelo juiz Marcos Faleiros da Silva. O réu responde por homicídio qualificado, com as agravantes de motivo fútil e uso de recurso que dificultou a defesa da vítima, conforme denúncia do Ministério Público do Estado de Mato Grosso.
O crime ocorreu em abril de 2023, em uma conveniência de posto de combustível nas proximidades da Praça 8 de Abril, em Cuiabá.
Conforme as investigações, Thiago Ruiz chegou ao local acompanhado de um amigo. Em seguida, Mário Wilson também teria ido até a conveniência e sido apresentado ao policial militar. Imagens de câmeras de segurança registraram os dois conversando momentos antes do crime.
Segundo o inquérito, em determinado momento, Thiago Ruiz mostrou a arma que carregava na cintura. Na sequência, Mário Wilson teria se apoderado do revólver e atirado contra o policial militar, que morreu ainda no local.




