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Harmonização facial: cirurgião plástico responde a dúvidas

A revelação do resultado da harmonização facial do ator Stênio Garcia dividiu opiniões e gerou uma série de dúvidas a respeito do procedimento estético, incluindo seus efeitos e como é realizado. O processo tem se tornado comum entre celebridades no Brasil como uma alternativa à cirurgia plástica.

Para entender melhor o procedimento e suas implicações, conversamos com o cirurgião plástico Luiz Haroldo Pereira, ex-presidente regional da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) do Rio de Janeiro. Confira:


A harmonização facial é um procedimento não-cirúrgico, sem cortes. Ele pode ser feito de duas maneiras. Muitas vezes o desejo do paciente é melhorar a face, por ser uma face muito magra. A perda da gordura facial é um sinal de envelhecimento, então não adianta fazer uma plástica e esticar se não conseguir repor o volume facial.

Há duas técnicas importante: o enxerto de gordura e o ácido hialurônico. A vantagem do enxerto é utilizar um produto natural, que além de melhorar o volume da face, dá mais vida à pele. É um procedimento melhor e mais duradouro, mas precisa ser feito por um cirurgião. Consiste em uma pequena lipoaspiração, para retirar e preparar a gordura para ser recolocada. E não leva mais de meia hora.

Já com o uso de produtos sintéticos, como o ácido hialurônico, que é mais conhecido, leva apenas a um aumento de volume. Depois de um ano ou um ano e meio, ele vai ser absorvido e desaparecer. Mas também dá um bom resultado. O problema são os exageros, que dão volume demais e fica feio. Como o nome diz, deve existir uma harmonia.

Depois da harmonização, quanto tempo leva até que o rosto desinche e fique com o aspecto “definitivo”?

Nas primeiras 48 ou 72 horas, o volume do rosto vai parecer muito maior. Mas para um procedimento com ácido hialurônico, por exemplo, é preciso no mínimo uma semana para diminuir. Com enxerto de gordura, leva de três a sete dias. Com o passar de um mês, já se tem um resultado mais harmônico, possibilitando inclusive um retoque, caso seja necessário.

As áreas do rosto que costumam receber essas aplicações e que dão rejuvenescimento são a área mandibular, a região malar (parte superior da maçã do rosto) e as pálpebras.

Há um aumento na procura por esse procedimento? Se sim, quando começou?

Sim, eu diria que tem aumentado nos últimos dez anos. Antes, a procura era por parte de pacientes mais velhos que queriam rejuvenescer. Hoje temos pacientes jovens que não querem envelhecer, então começam mais cedo.

É mais comum entre mulheres, homens ou ambos?

A média continua a mesma: 80% são mulheres, e 20% são homens.

Há risco de o corpo “rejeitar” ou não se adaptar às substâncias usadas nesse procedimento?

Isso é muito raro. Alguns pacientes podem responder com reações inflamatórias, mas tudo na medicina tem um índice de complicações. Pode evoluir, por exemplo, para um edema residual e que vai precisar de algumas substâncias para ajudar a dissolver o ácido hialurônico. Mas na maioria das vezes, é tranquilo. É importante saber se o paciente tem um histórico de reações alérgicas ou doenças autoimunes.

Existem riscos em passar por harmonização ou qualquer outro processo estético a partir de uma certa idade?

Não vejo grande influência. Se o paciente se cuida, tem qualidade de vida e quer se sentir bem consigo mesmo, o procedimento é válido.

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