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Gisela chama Abílio de ‘infeliz’ ao defender PL que criminaliza vítimas de abuso

Câmara dos Deputados

A deputada federal por Mato Grosso Gisela Simona (União) disse que o deputado federal Abílio Brunini (PL) foi “infeliz” ao afirmar que “algumas mulheres abortam para curtir a vida”. A parlamentar, que já foi aliada de Abílio na disputa a Prefeitura de Cuiabá, não concorda com a defesa do colega pelo projeto de Lei que prevê prisão para mulheres que realizarem o aborto, mesmo em caso de estupro.


“É infeliz a fala do deputado quando ele coloca que é para curtir, quando se coloca que é como se fosse um querer voluntário, porque, na verdade, os fatos, quem sabe da realidade brasileira: não é aquele aborto que a mulher faz porque eu não quero ter filho. Não é esse caso que estamos discutindo, estamos discutindo de um estupro, de crime grave, em que o Brasil deveria colocar como prioridade de votação o aumento da penalidade desse estuprador”, disse durante entrevista à rádio Cultura FM (90.7 FM), nesta sexta-feira (14).


Abílio é um dos autores do texto, que também recebe a assinatura da deputada federal Coronel Fernanda (PL) e outros 31 parlamentares. Na quarta-feira (12), a Câmara dos Deputados aprovou o regime de urgência ao texto. A ideia dela é equiparar o aborto de gestação acima de 22 semanas ao crime de homicídio, podendo fazer que mulheres que passam pelo procedimento tenham penas maiores até que seus próprios estupradores.


Hoje, o procedimento só é permitido em 3 situações, que são: gestação decorrente de estupro, risco à vida da mulher e anencefalia fetal. O objetivo é equiparar a punição à de homicídio simples, que pode chegar a 20 anos. A pena valeria tanto para grávidas, quanto para quem realiza o procedimento.


Gisela, por sua vez, pontuou que existe uma grande inversão de valores no debate da matéria. “A fala do deputado Abílio é muito ruim. Temos uma discussão muito séria nesse PL porque a extrema-direita coloca que quem fosse contra a esse projeto, seria contra a vida e a favor do aborto. Mas não é sobre isso que está falando nesse PL, estamos falando de hipóteses legais de aborto hoje permitidas pelo Código Penal”, apontou.

Veja o vídeo:

Fonte: GD

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