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segunda-feira, abril 22, 2024
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Fusão entre Bunge e Viterra preocupa produtores rurais

Grupos de agricultores e consumidores alertam que a fusão entre Bunge e Viterra, gigantes do setor agrícola no comércio de grãos, pode diminuir a concorrência.

Eles temem que o negócio deixe os agricultores com menos alternativas para vender suas safras, além de aumentar os preços dos alimentos para os consumidores.

No entanto, para o acordo ser concluído, será necessária a aprovação regulatória nos mercados internacionais.

Especialistas acreditam que o Canadá e a Argentina podem representar obstáculos para a aquisição.

Segundo analistas do JPMorgan, quase 60% das instalações de processamento e refino da Viterra estão localizadas na América do Sul, principalmente na Argentina.

A Bunge tem presença significativa no continente, principalmente no Brasil.

Para a presidente do American Antitrust Institute, Diana Moss, o acordo entre Bunge e Viterra pode deixar os agricultores com menos compradores competindo pela venda de seus grãos, o que levaria à redução dos preços, enquanto os custos de serviço poderiam aumentar.

Eventualmente, segundo ela, isso levaria a preços mais altos de alimentos para os consumidores.

O acordo de US$ 8,2 bilhões para aquisição da Viterra, anunciado na semana passada, une as duas maiores operadoras globais de portos de embarque de grãos e fábricas de processamento de safras.

O negócio ainda deve tornar a Bunge a segunda maior empresa do agronegócio do mundo, com receita superior a US$ 110 bilhões, ficando atrás apenas da Cargill.

Para a Bunge, incorporar as operações da Viterra melhorará a cadeia de abastecimento na compra e venda de safras para os agricultores.

CEO da Bunge, Greg Heckman, disse que a Viterra tem uma ampla rede de distribuição de grãos nos Estados Unidos e Canadá que pode ser utilizada para abastecer os portos costeiros da Bunge para exportação e plantas de processamento de óleos vegetais, biocombustíveis e ração animal.

 POR ESTADÃO CONTEÚDO

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