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Faustão faz hemodiálise e rim transplantado ainda não funcionou

O apresentador realizou o transplante há cerca de um mês, mas os exames apontam que há problemas no funcionamento do órgão

Um novo boletim médico atualizou o estado de saúde de Faustão nesta sexta-feira (22). Após quase um mês, o rim transplantado do apresentador ainda não funcionou, mas ele segue bem durante o tratamento.

“O paciente Fausto Silva segue internado no Hospital Israelita Albert Einstein, em apartamento, após passar por um transplante de rim, realizado no dia 26 de fevereiro. O paciente vem sendo submetido a sessões de hemodiálise e aguarda a adaptação do órgão e recuperação da função renal. Está consciente, conversa normalmente e respira sem a ajuda de aparelhos”, diz o documento divulgado pelo hospital.

O boletim é assinado por uma junta médica composta pelo Marcelino Durão, nefrologista e coordenador médico de transplante renal do Hospital, Sérgio Ximenes, urologista e membro da equipe de transplante renal do Hospital, Fernando Bacal, cardiologista do Hospital e Miguel Cendoroglo Neto, diretor médico do Hospital.

Durante o dia, os fãs do apresentador se assustaram com uma notícia de que ele havia falecido. A informação foi compartilhada no Instagram do apresentador esportivo Milton Neves, e foi prontamente desmentida. A conta dele no Instagram havia sido invadida e a informação publicada de forma errônea.

Entenda o caso de Faustão

Quem conversou com Alexandre Bignelli, nefrologista e chefe do setor de transplante renal do Hospital Universitário Cajuru para entender por que o rim transplantado demora a funcionar. Ao ter acesso ao boletim médico de Faustão, o especialista explica sobre o quadro do apresentador.

“O relato da equipe médica diz respeito ao ‘fechamento” de pequenos vasos linfáticos, canais semelhantes às veias, onde circula a linfa, responsável por levar parte da nossa defesa imunológica. Na cirurgia do implante renal pode ter sido cortado alguns desses vasos e isso pode favorecer a formação de bolsas de linfa próxima ao enxerto. Às vezes isso atrapalha a drenagem de urina do rim novo”, esclarece o médico.

Alexandre também explica por que o rim transplantado demora a funcionar. “O rim transplantado vem de um doador falecido, e ficou resfriado até o implante. Esse período pode influenciar o início do funcionamento do órgão. Quanto maior o período de gelo, isquemia fria, maior será o período de recuperação. As lesões decorrentes disso podem passar de semanas a meses para se resolver. Nesse período, o paciente faz hemodiálise para equilíbrio de sua saúde. Tecnicamente esse período é chamado de função retardada do enxerto”, ensina.

Segundo o médico, Faustão ficará em hemodiálise até o rim funcionar. “Se o rim não se recuperar, ele deverá retornar para as sessões de hemodiálise tradicional, três vezes por semana, e programar outro transplante. Uma pessoa pode viver com apenas um rim, desde que o mesmo mantenha equilibrado as escórias e a produção de hormônios”, afirma.

O especialista ainda explica como é a vida de um transplantado de coração e rim, como Faustão, e quais as complicações que dois transplantes em um curto espaço de tempo podem ocasionar. “As principais complicações nesse período são as infecções oportunistas. Mas quando ele recuperar a funcionalidade de ambos os órgãos, deve seguir com a vida próxima da normalidade”, diz.

Fonte: Quem Online

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