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quinta-feira, julho 9, 2026
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Empresário manda áudios à esposa antes de morrer em sequestro; ouça

O empresário Edvaldo Souza Salviano, de 41 anos, conseguiu enviar mensagens de áudio à esposa enquanto estava trancado no porta-malas do próprio carro, pouco antes de ser assassinado no sertão de Pernambuco, após ser sequestrado. Nas gravações, ele relata que estava sendo levado contra a vontade e faz um último pedido de socorro.

Conforme material divulgado pelo Portal Metrópoles, além da esposa, Edvaldo também enviou mensagens a um amigo. Nos áudios, ele identifica o autor do sequestro que estaria armado e compartilha a localização em tempo real. “Ele (o sequestrador) está armado. Eu vou mandar a localização. Não me liga”, disse. “Ele está muito alterado, ele está alterado. Eu estou dentro do porta-malas do carro. Cuida disso ligeiro, que ele está muito alterado. Eu estou muito nervoso. “, diz em outra parte da gravação.

Edvaldo e o irmão, Edmilson Souza Salviano, de 49 anos, foram sequestrados no último domingo (5), em Ouricuri. Horas depois, os dois foram encontrados mortos dentro do carro, em uma ribanceira no município de Exu, no interior de Pernambuco. Horas depois, os dois foram encontrados mortos dentro do carro, em uma ribanceira no município de Exu, no interior de Pernambuco. Lázaro José da Silva Filho, conhecido como “Novinho”, foi preso em flagrante suspeito de cometer o crime.

Segundo as investigações, um amigo das vítimas recebeu as mensagens enviadas por Edvaldo às 11h58. Ao perceber a gravidade da situação, ele acionou outro conhecido e ambos passaram a acompanhar a localização compartilhada pelo empresário enquanto tentavam contato com a Polícia Militar.

De acordo com o depoimento prestado à polícia, durante o deslocamento os dois avistaram Lázaro caminhando às margens da rodovia. Pouco depois, localizaram o veículo das vítimas em uma ribanceira, entre 10 e 15 metros abaixo da pista. Somente com a chegada da polícia, o automóvel foi aberto. Edvaldo foi encontrado trancado no porta-malas, enquanto Edmilson estava no banco traseiro. Os dois já estavam mortos.

A esposa de Edvaldo contou aos investigadores que procurou imediatamente a polícia após receber os áudios e as imagens enviadas pelo marido durante o sequestro. Ela afirmou desconhecer qualquer motivo que pudesse explicar o crime. Ainda em depoimento, ela relatou que o suspeito sofreu uma tentativa de homicídio há aproximadamente sete anos e, desde então, passou a apresentar um comportamento considerado estranho, mantendo-se recluso na maior parte do tempo.

Familiares também confirmaram que havia uma relação de amizade entre as vítimas e o investigado. Um primo dos irmãos afirmou que Lázaro trabalhava como marchante, abatendo carneiros, bodes e bovinos para comercialização, sendo fornecedor de carnes para o frigorífico de Edvaldo. Já Edmilson era proprietário de uma fazenda frequentada pelo suspeito.

Os exames preliminares do Instituto de Criminalística apontaram que Edvaldo morreu após ser atingido por um disparo de arma de fogo. No corpo de Edmilson não foram encontradas perfurações por projétil. Em relato de um policial, os peritos levantaram a hipótese de que Edmilson tenha sofrido um infarto durante a ação criminosa. A causa da morte, no entanto, foi registrada inicialmente como “morte a esclarecer”.

Durante o interrogatório, Lázaro optou por permanecer em silêncio. Na audiência de custódia, alegou ter recebido um chute na boca durante a prisão, mas o juiz converteu o flagrante em prisão preventiva.

Após a audiência, Lázaro José da Silva Filho foi encaminhado ao Presídio de Salgueiro, onde permanecerá à disposição da Justiça enquanto o caso segue sob investigação.

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