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Deputado Elizeu Nascimento e vereador Cezinha são alvos do Naco em operação contra desvio de emendas parlamentares

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O deputado estadual Elizeu Nascimento (Novo) e o irmão dele, o vereador de Cuiabá, Cezinha Nascimento, estão entre os alvos da Operação desencadeada na manhã de hoje (30) pelo Núcleo de Ações de Competências Originárias (Naco) e Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). A ação apura esquema de desvio de emendas parlamentares destinadas ao Instituto Social Mato-Grossense (ISMAT) e ao Instituto Brasil Central (IBRACE).

Segundo a investigação, os recursos eram repassados à empresa Sem Limite Esporte e Evento LTDA, que posteriormente devolvia valores aos parlamentares responsáveis pelas emendas. Diante dos indícios, foram cumpridas medidas cautelares de busca e apreensão contra servidores, particulares e agentes políticos.

A ação é resultado da continuidade das investigações da Operação Gorjeta desencadeada em janeiro contra esquema de desvio de emendas parlamentares na Câmara de Cuiabá para a realização de corridas de rua. A investigação culminou no afastamento do vereador Chico 2000. Diante dos indícios, a Justiça mandou auditar emendas parlamenares de sete vereadores de Cuiabá, entre eles Zezinha Nascimento.

As investigações da Operação Gorjeta apontaram que o Instituto Ibrace funcionava como uma “entidade de passagem” para drenar dinheiro público da Câmara Municipal. Segundo o relatório da Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor), somente em abril de 2025, o instituto recebeu R$ 1,35 milhão em emendas e, em poucos dias, repassou 95% do montante (R$ 1,29 milhão) para a empresa Sem Limite Esporte e Eventos, comandada pelo empresário João Nery Chiroli, também dono da Chiroli Uniformes.

O documento aponta que o Ibrace foi “cooptado” pela associação criminosa para dar uma aparência de legalidade aos repasses. Na prática, embora o instituto assinasse os Termos de Fomento para realizar corridas de rua em Cuiabá, quem executava 100% dos eventos era a empresa de Chiroli, que agia como um “representante informal” do instituto perante a prefeitura.

Por MÁRCIA MATOS

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