O deputado estadual Elizeu Nascimento (Novo), alvo da Operação Emenda Oculta por suspeita de envolvimento em um esquema de desvio de emendas, afirmou que os R$ 150 mil em espécie apreendidos em sua casa foram declarados no Imposto de Renda. Segundo o parlamentar, os extratos bancários que comprovam o saque do valor, que teria saído diretamente de sua conta, também foram apreendidos para investigação.
Elizeu alegou que é comum manter valores em espécie dessa quantia em casa durante ano eleitoral.
“Assim como, em 2018, eu fui candidato a deputado estadual e lá no Candex (Sistema de Candidaturas), consta lá que eu, ainda morando no bairro Altos da Serra, na minha residência tinha R$150 mil, principalmente em ano eleitoral. Agora, em 2022, candidato à minha reeleição, declarado cerca de R$170/R$180 mil também. Esse valor que foi recolhido por parte da investigação também está declarado na minha declaração de imposto de renda”, disse o deputado.
“Além de tudo isso também foi recolhido extrato de comprovante de saque do valor da minha conta mesmo”, acrescentou.
A origem do dinheiro, segundo o deputado, é do salário e da verba indenizatória que ele recebe na Assembleia Legislativa.
Operação Emenda Oculta
Elizeu foi alvo de busca e apreensão no último dia 30 de abril, apontado pelo Núcleo de Ações de Competência Originária (Naco) como envolvido no esquema de desvio de emendas. De acordo com as investigações, o parlamentar destinou mais de R$ 7,7 milhões ao Instituto Social Mato-grossense (ISMAT), que teria devolvido cerca de R$ 720 mil ao deputado.
O irmão de Elizeu, vereador Cezinha Nascimento (União), o assessor parlamentar da ALMT João Batista de Almeida e Silva, o Instituto Brasil Central, o empresário João Chiroli e a empresa Sem Limite Esporte e Eventos Ltda., bem como a presidente do ISMAT, Samara Regina Lucas Barbosa, também são investigados.
Ainda conforme as investigações, Chiroli teria sacado R$ 250 mil e entregue o valor em um carro atribuído a Elizeu, após contato prévio com o assessor João Batista.
Para dar continuidade às investigações, a desembargadora do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), Juanita Cruz da Silva Clait Duarte, prorrogou por mais 90 dias o inquérito.
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Por VANESSA MORENO
KARINE ARRUDA




