Home Saúde CPI questiona atuação de esposa de secretário em hospitais

CPI questiona atuação de esposa de secretário em hospitais

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O deputado estadual Wilson Santos (PSD), presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Saúde, denunciou possíveis conflitos de interesse envolvendo a esposa do secretário de Estado de Saúde, Juliano Melo, durante reunião da comissão. Ela atua como engenheira de segurança do trabalho e presta serviços particulares a hospitais que recebem recursos estaduais.

Durante a oitiva, Wilson apresentou questionamentos sobre a atuação profissional da esposa do secretário. Em entrevista após a reunião, realizada na quarta-feira (28), o deputado afirmou que os questionamentos precisam ser esclarecidos. Segundo ele, caberá ao relator da CPI analisar os documentos apresentados e verificar se houve favorecimento por meio de tráfico de influência ou acesso a informações privilegiadas.

“Olha, agora o relator vai ter essas respostas em mãos, ele terá documentos em mãos para que ele possa afirmar se houve tráfico de influência, se houve informações privilegiadas que favoreceram a esposa do atual secretário”, afirmou.

Ao comentar a possibilidade de abertura de uma nova CPI para aprofundar as investigações, o parlamentar demonstrou ceticismo quanto à viabilidade política. Ele lembrou que a instalação da atual comissão exigiu três anos de articulação e a obtenção de oito assinaturas, além de enfrentar resistência do governo estadual.

Já Juliano Melo negou qualquer favorecimento à esposa por influência de seu cargo. O secretário afirmou que ela atua de forma autônoma, possui especialização em uma área específica e consegue trabalhos por meio de indicações profissionais.

“Zero possibilidade. Nenhum hospital sabe que ela é minha esposa, nunca soube. Ela é autônoma, ultra-especializada em um segmento muito específico. Assim, o próprio segmento se conhece, eles indicam entre um e outro. Ela não precisa de mim para isso. Ela tem muitas qualificações e ela avança bem. Ela não precisa disso”, rebateu.

Juliano também afirmou que os hospitais não tinham conhecimento do vínculo familiar e, em tom de brincadeira, disse que a exposição do assunto durante a CPI acabou tornando a relação pública.

“Então, acho que nenhum hospital sabe até hoje. Deve saber agora porque o senhor, às vezes, está na propaganda, mas se não, ele não ia ficar sabendo disso”, disse.

A CPI da Saúde caminha para sua reta final, mas ainda há a possibilidade de uma oitiva para ouvir a secretária adjunta Ivone Rosset, responsável pela área financeira da secretaria. Conforme o presidente da comissão, a expectativa é que orelatório final seja apresentado até 15 de dezembro.

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