O Ministério das Relações Exteriores da China confirmou, no domingo (10), a viagem do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a Pequim. Segundo a pasta, o republicano deve desembarcar no dia 13 de maio na capital chinesa, onde ficará até 15 de maio.
A viagem foi combinada em outubro do ano passado, quando os líderes se reuniram na Coreia do Sul. Inicialmente, a visita de Trump ao país asiático estava agendada para 31 de março, mas foi adiada após os Estados Unidos lançarem uma operação militar contra o Irã, em 28 de fevereiro.
O governo chinês não especificou detalhes da agenda de Trump. A expectativa, contudo, é que o líder norte-americano se encontre com o presidente Xi Jinping na sexta-feira (15), com quem deve debater tarifas comerciais, cooperação para inteligência artificial e minerais estratégicos.
A reunião ainda deve abordar a tensão entre China e Taiwan, que vem aumentando nos últimos meses. Apesar dos territórios terem sido separados em 1949 na guerra civil, Pequim continua reivindicando a ilha como parte da zona chinesa, o que já resultou em inúmeras incursões próximas à região.
Outro assunto que deve estar na pauta é a guerra no Irã. Um dos objetivos de Trump é pressionar o governo chinês a convencer Teerã a reabrir o Estreito de Ormuz — rota principal de 20% do petróleo mundial. Apesar de ser um dos principais aliados do Irã, Pequim tem mantido distância do conflito, recorrendo a apelos diplomáticos.
Por Camila Stucaluc



