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Cattani nega comparação e diz que esposa mugi porque ‘gosta muito’


Deputado estadual Gilberto Cattani (PL) negou comparação entre mulheres e vaca durante a reunião de abertura da Frente Parlamentar de Combate ao Aborto – Pró-Vida, na semana passada. Segundo ele explicou em sessão nesta quarta-feira (24), isso seria “mentira” da mídia. 

“O que fiz na Comissão contra o aborto foi dizer que, lá no meu sítio, quando uma vaca está prenha, dentro da barriga dela tem um novilho. Quando é uma mulher tem uma criança na barriga, é uma vida e não células”, justificou.

Cattani  foi questionado pelo deputado estadual Wilson Santos (PSD) sobre o assunto no Plenário. Após a polêmica, o parlamentar chegou a gravar um vídeo em que sua esposa aparece ao seu lado mugindo (som emitido pelos bovinos).

“Quanto a minha mulher mugir para mim, é porque ela gosta e gosta muito. E, graças a Deus, ela nunca teve que pegar outra mulher e sair na porrada com ela por minha causa, debaixo dos pés de limão”, rebateu Cattani. 

Em resposta, Wilson Santos afirmou que a esposa do parlamentar ficou mugindo parecendo um “animal irracional”.   “Eu respeito a sua opinião, mas eu jamais colocaria a minha esposa, minha companheira, para mugir como uma vaca e ser objeto de ridicularização”, disse. 

Polêmica declaração de Gilberto Cattani ocorreu durante reunião de abertura da Frente Parlamentar de Combate ao Aborto – Pró-Vida, na manhã de quarta-feira (17). Durante encontro de abertura, Cattani iniciou seu discurso citando a reprodução bovina em seu sítio. Com detalhes sobre a gestação das vacas, o deputado fez um paralelo sobre fetos de filhotes e de bebês. 

“Quando minha vaca entra no cio, está no período fértil, e o touro cobre minha vaca, então ela está prenha. Isso é natural. Agora, eu pergunto a qualquer pessoa: o que tem na barriga da minha vaca?”, disse.   

“Se você pedir para essas feministas ou para essas pessoas que defendem o assassinato de bebês no ventre das mães, elas vão dizer que lá tem o feto. Não é o bezerro. Assim como eles falam da mulher, que dentro da barriga da mulher até a sexta semana é um tipo de coisas, um amontoado de células, e que depois vira uma criança”, acrescentou.     

Ao ignorar a origem científica da nomenclatura relacionada ao período de gestação, o deputado sustentou seu discurso apontando que o termo feto é utilizado para, supostamente, “desmerecer a criança”.     

“Então, lá no meu sítio eu sei que tenho um bezerro a mais. A partir do segundo que minha vaca foi fecundada pelo sêmen do touro, eu tenho um bezerro a mais na minha fazenda. Eu vou esperar só 9 meses, ele vai nascer e assim por diante”, declarou.

Fonte: Gazeta Digital

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