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Casos de meningite sobem para 29 e mortes chegam a 8 em Mato Grosso

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O número de casos de meningite em Mato Grosso registrados em 2026 subiu para 29 confirmações e 8 óbitos. Os dados foram divulgados hoje (29) pela Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT)  e contabilizam os dados até o dia 28 de abril, segundo atualização do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan). A secretaria aponta um crescimento em relação aos anos anteriores no mesmo período de comparação, embora afirme que não há configuração de surto.

De acordo com a SES, o total de óbitos inicialmente registrado era de 6, mas foi atualizado para 8 após a inclusão de notificações do município de Sinop (481 km de Cuiabá). A pasta acompanha a situação epidemiológica por meio da Vigilância Epidemiológica, em articulação com municípios e unidades regionais de saúde.

Na comparação com anos anteriores, Mato Grosso havia registrado 22 casos em 2024 e 25 casos em 2025 até o mesmo recorte de abril, evidenciando a alta no número de infecções neste ano. Apesar disso, o secretário de Estado de Saúde, Juliano Melo, afirma que não há indícios de surto ou transmissão comunitária.

“No município de Sinop, a situação segue em acompanhamento, sem registro de novos casos além das notificações iniciais”, informou.

A SES ressalta que a meningite pode ser causada por diferentes agentes, como vírus, bactérias e fungos, e que cada caso exige investigação específica para definição das medidas de controle.

Diante do aumento de registros, a orientação do órgão é reforçar a vacinação de rotina, especialmente em crianças e adolescentes. O Sistema Único de Saúde (SUS) oferece imunização contra meningite C e contra os sorogrupos A, C, W e Y, com doses aplicadas na infância e adolescência. A cobertura vacinal em menores de um ano em Mato Grosso é de 98,72% para meningite C.

A Secretaria alerta ainda para a importância do reconhecimento precoce dos sintomas, como febre alta, rigidez na nuca, vômitos, confusão mental e manchas na pele, além de sinais em crianças pequenas, como irritabilidade e recusa alimentar. A recomendação é buscar atendimento médico imediato e evitar automedicação.

A SES-MT informou que seguirá monitorando a evolução dos casos, apoiando os municípios na investigação epidemiológica e na adoção de medidas de prevenção e controle.

DO REPÓRTERMT

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