Os motoristas brasileiros já economizaram cerca de R$ 1,8 bilhão no processo para obter a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) desde a implementação da gratuidade do curso teórico pela plataforma CNH do Brasil, segundo o Ministério dos Transportes. A etapa costumava ser obrigatória e paga até a mudança, implementada em dezembro de 2025.
Minas Gerais lidera o ranking de economia acumulada, com aproximadamente R$ 269,6 milhões poupados. O curso teórico custava, em média, R$ 1.095 no estado, o mais caro no país. Na sequência aparecem São Paulo, com R$ 225,3 milhões economizados, Bahia (R$ 217,9 milhões) e Rio Grande do Sul (R$ 171,5 milhões).
Antes da mudança, o custo total para obter a primeira habilitação nas categorias A (moto) e B (carro) podia chegar a R$ 4,9 mil em alguns estados. Com a nova política o valor caiu para a faixa de R$ 810 e R$ 1,6 mil a depender da região.
Outras alterações trazidas pelo Ministério dos Transportes foram a redução da carga mínima de aulas práticas, a permissão para formação com instrutores autônomos credenciados e a fixação de um teto de R$ 180 para os exames médico e psicológico.
O que mudou para tirar a CNH?
- Curso teórico gratuito e 100% digital: o Ministério dos Transportes passou a disponibilizar todo o conteúdo teórico online sem custos para o candidato. Quem preferir poderá estudar presencialmente em autoescolas ou instituições credenciadas;
- Aulas práticas terão mínimo de duas horas: o candidato precisa agora cumprir só duas horas-aula para ser habilitado a fazer a prova final. Antes, o mínimo era de 20 horas-aula;
- Autoescola vira opcional: as autoescolas seguem existindo, mas não são mais o caminho obrigatório. O futuro motorista poderá escolher como quer aprender: em autoescolas tradicionais, com instrutores autônomos credenciados pelos Detrans ou em preparação personalizada conforme suas necessidades;
- Exames seguem valendo:
- Avaliação médica e psicológica;
- Prova teórica; e
- Exame de direção.




