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Bebê prematuro é primeiro infectado com superfungo Candida Auris

Caso aconteceu no dia 18 do mês passado, em Campinas, e foi confirmado pela Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo

Um bebê prematuro é o primeiro infectado pelo superfungo Candida auris em São Paulo, mais precisamente na cidade de Campinas. O caso foi confirmado pela Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo ao R7.

A infecção aconteceu no dia 18 de maio, no Hospital da Mulher Prof. Dr. José Aristodemo Pinotti — Caism (Centro de Atenção Integral à Saúde da Mulher)/Unicamp (Universidade Estadual de Campinas).

A constatação do caso aconteceu durante exames pré-operatórios do bebê. Apesar das condições frágeis de saúde associadas à prematuridade, o pequeno tem tido boa evolução clínica.

“Todas as medidas de contenção da disseminação estão sendo adotadas, com ampla investigação em relação aos profissionais e aos pacientes do hospital. Até o momento, nenhum profissional nem paciente foram diagnosticados com o agente patológico”, disse em nota.

O hospital realizou um amplo processo de investigação para encontrar possíveis infecções do superfungo nos demais pacientes, mas até agora não houve registro de outros casos — novas buscas ainda estão em curso.

“A unidade seguirá com novos rastreamentos e reforço das medidas já adotadas”, afirmou.

Candida auris é um fungo emergente considerado pelos CDCs (Centros de Controle e Prevenção de Doenças) dos EUA “uma ameaça à saúde global”.

São três as razões que levam a agência sanitária estadunidense a manter um alto nível de alerta em relação ao patógeno:

1. muitas vezes, é multirresistente — resistente a vários antifúngicos comumente usados ​​para tratar infecções por Candida;

2. é difícil de ser identificado com métodos laboratoriais-padrão e pode ser identificado erroneamente em laboratórios sem tecnologia específica;

3. ele causou surtos em ambientes de saúde. Por isso, é importante identificar rapidamente o C. auris em um paciente hospitalizado para que os serviços de saúde possam tomar precauções especiais.

Os principais sintomas da infecção são febre e calafrios, que não melhoram com antibióticos, manifestações na pele e infecção nos ouvidos.

Fonte: R7

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