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quarta-feira, junho 12, 2024
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Bebê de nove meses com sinais de estupro morre e padrasto suspeito do crime é preso

O recém-nascido tinha ferimentos na bolsa escrotal e estava com o ânus dilatado. Suspeito alegou que o enteado tinha engasgado

Um bebê de nove meses deu entrada em uma AMA (Assistência Médica Ambulatorial) em parada cardiorrespiratória e com lesões aparentemente causadas por estupro, na região do Capão Redondo, na zona sul de São Paulo, no domingo (17).

A vítima estava sob o cuidado do padrasto, Rafael Júlio Bezerra Santos, de 26 anos, que a encaminhou para a unidade de saúde.

Rafael Júlio de 26 anos foi preso sob suspeita de ter estuprado o enteado

Rafael Júlio de 26 anos foi preso sob suspeita de ter estuprado o enteado – Reprodução

De acordo com o boletim de ocorrência, a equipe médica solicitou o apoio da GCM (Guarda Civil Metropolitana) porque Rafael demonstrava comportamento agressivo, enquanto o enteado era atendido.

Segundo a médica responsável pelo paciente, o recém-nascido estava em parada cardiorrespiratória e o padrasto informou que o bebê teria se engasgado com um pedaço de pão.

No entanto, durante o procedimento de intubação, as equipes não encontraram nenhum indício do que pudesse ter causado engasgamento.

De acordo com médica, ainda dentro da AMA, ela percebeu que o garoto tinha diversas manchas por várias partes do corpo, com sangramento superficial, alguns com formato redondo e outros puntiformes.

O bebê também apresentava um pequeno sangramento na bolsa escrotal, proveniente de trauma, e o ânus dilatado.

Por conta do estado de saúde de Isaac, a médica solicitou sua transferência para o Hospital do M’Boi Mirim, momento em que Rafael exigiu acompanhar o trajeto dentro da ambulância.

A criança chegou a ser transferida e deu entrada no hospital, mas sofreu uma nova parada cardiorrespiratória e não resistiu.

Mãe deixou o filho com o namorado para trabalhar

A mãe do bebê, Gabriela França Farias de Melo, de 21 anos, foi informada sobre sua morte e, posteriormente, compareceu ao hospital.

Em depoimento, a jovem afirmou que foi trabalhar e deixou o filho sob os cuidados do namorado. O casal teve um relacionamento de quatro anos, se separou por três, e reatou o namoro há cerca de um mês.

A última vez que Gabriela havia falado com o companheiro era por volta das 15h30, via ligação, quando o orientou e perguntou sobre o garoto.

Posteriormente, Gabriela recebeu uma ligação da cunhada, que contou que a criança estava no Hospital do M’Boi Mirim. Em seguida ela foi informada sobre a morte do filho.

Ainda segundo a mulher, ela não havia notado nenhum tipo de lesão na criança, apenas uma marca nas costas após Isaac ter dormido em cima de uma chupeta.

Manchas no lençol

O irmão de Gabriela relatou aos agentes que foi até a casa de Rafael e o encontrou tomando banho. Em seguida, o cunhado pediu para que ele acionasse uma ambulância para socorrer o bebê.

Durante o contato que teve com o sobrinho, o tio percebeu que a criança estava com hematomas pelo corpo e que havia manchas de sangue no lençol da cama onde ele costumava dormir.

Segundo Gabriela, o namorado convivia na mesma casa durante o dia, no entanto, ele não costumava dormir no local.

Os agentes ainda tiveram acesso ao laudo médico realizado no hospital, onde o responsável pelo atendimento relatou que a vítima apresentava “equimoses e hematomas difusos pelo corpo, lesões em dorso, escoriações em testículos e ânus”.

De acordo com a Polícia Civil, Rafael decidiu permanecer em silêncio durante seu depoimento. Posteriormente, o homem foi preso em flagrante pelo crime de estupro, que ocasionou na morte da vítima.

Ainda segundo a corporação, foi representada pela conversão em prisão preventiva do suspeito.

O caso foi encaminhado ao 47° DP (Capão Redondo).

Fonte: R7

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