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Bancos que participam do Desenrola vão limpar nome de quem deve até R$ 100

A primeira etapa do programa de renegociação de dívidas do governo federal vai começar na segunda-feira (17).

Nesta primeira fase do programa Desenrola, quem tem dívida de até R$ 100 com grandes bancos e está negativado vai ter o nome retirado da lista de inadimplentes – para poder voltar, por exemplo, a pedir empréstimo e fazer compras a prazo, se não tiver outras dívidas negativadas. Mas a dívida não vai ser perdoada, ou seja, ela vai continuar existindo.

Para ter este benefício, o cliente não precisa fazer nada. É o banco que aderir ao programa que vai cuidar disso e o governo vai monitorar. Segundo o Ministério da Fazenda, 1,5 milhão de brasileiros estão nessa situação.

Primeira fase do Desenrola atende brasileiros com dívidas de até R$ 100 — Foto: JN

Primeira fase do Desenrola atende brasileiros com dívidas de até R$ 100 — Foto: JN

Também, na semana que vem, começa a etapa de renegociação de dívidas para quem tem renda mensal de até R$ 20 mil. É a chamada faixa 2, para dívidas bancárias negativadas de janeiro de 2019 até o fim de 2022.

Os bancos vão poder oferecer condições melhores para os clientes pagarem as dívidas, em um prazo mínimo de 12 meses. Neste caso, a taxa de juros e o prazo máximo para o pagamento vão depender da negociação entre o endividado e o banco. As instituições financeiras vão oferecer a renegociação diretamente aos seus clientes nos seus canais, sem intermediários.

Nesta fase do programa, as operações não serão cobertas por um fundo garantidor. Para incentivar a adesão, o governo vai oferecer um incentivo nas regras que as instituições financeiras têm que cumprir.

O banco vai poder, agora, usar parte do dinheiro, que antes era obrigado a reter como patrimônio, para as operações do Desenrola. Quer dizer, o governo mudou a regulamentação e as instituições financeiras vão poder aumentar a oferta de crédito para acomodar condições mais favoráveis para o cliente. A estimativa do governo é que o volume de créditos nessa fase pode chegar a R$ 50 bilhões.

Primeira fase também vai permitir negociação de dívidas para pessoas que ganham até 20 mil por mês — Foto: JN

Primeira fase também vai permitir negociação de dívidas para pessoas que ganham até 20 mil por mês — Foto: JN

O Brasil tem 70 milhões de pessoas com o nome sujo. Nas contas do Ministério da Fazenda, 30 milhões podem ter interesse já nesta primeira etapa do programa.

A última fase do Desenrola vai ser lançada em setembro e o foco vai ser o público endividado de renda menor. São pessoas que ganham até dois salários mínimos ou estão inscritas no CadÚnico, o cadastro único para programas sociais do governo federal.

As dívidas têm de ser, no máximo, de R$ 5 mil. Podem ser débitos com bancos, companhias de água, energia, telefone, crediários em lojas. As dívidas vão ser somadas e colocadas em uma plataforma digital, com prazo de até cinco anos para pagar e juros máximos de 1,99% ao mês.

“A gente teve uma pandemia muito séria que, além da perda de vidas que a gente teve, a gente teve uma crise econômica muito grave. A gente pensou em um programa para dar um alívio a essa população que precisa nesse momento, um programa emergencial. E, além disso, um programa que visa reativar a economia. Porque essas pessoas vão poder voltar a consumir, a ter crédito na praça depois do Desenrola e, além disso, os bancos vão ter mais espaço para dar crédito para população depois do programa”, explica Marcos Pinto, secretário de Reformas Econômicas do Ministério da Fazenda.

O economista Ulisses Ruiz de Gamboa faz alertas para quem vai renegociar as dívidas:

“A pessoa, após renegociar ou limpar o nome, ter cuidado para não se superendividar novamente e gerar aquele efeito bola de neve. Uma coisa que ocorre muito quando a pessoa pede o consignado para pagar as dívidas. A pessoa paga as dívidas e depois termina usando novamente o cheque especial, o cartão de crédito. Então, fica com a dívida do consignado e fica dívidas novas. Então, ter o cuidado de como usar essa capacidade de obtenção de crédito. O crédito, como todo mundo sabe, no Brasil é caro e, provavelmente, vai permanecer um tempo assim”, afirma.

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