30.9 C
Mato Grosso
terça-feira, setembro 22, 2026
spot_img
HomeJustiçaAtaque hacker a sistema do CNJ apaga mandado de prisão de suspeito...

Ataque hacker a sistema do CNJ apaga mandado de prisão de suspeito do PCC

Adulterações no Banco Nacional de Medidas Penais e Prisões apagaram o mandado de prisão preventiva expedido contra Alex Leandro Bispo dos Santos, de 40 anos, empresário apontado como integrante do Primeiro Comando da Capital. A fraude ocorreu após o uso indevido das credenciais de acesso de uma magistrada do Rio Grande do Sul no sistema do Conselho Nacional de Justiça.

O suspeito, que responde pelo homicídio da esposa em São Paulo, havia obtido liberdade provisória em agosto. O Ministério Público de São Paulo recorreu da decisão e obteve o restabelecimento da custódia cautelar, mas constatou o desaparecimento do documento digital em 16 de setembro.

O investigado não foi localizado desde o cancelamento do registro e é considerado foragido pelas forças de segurança paulistas. O órgão ministerial ressaltou que a alteração cibernética nos dados oficiais foi determinante para viabilizar a fuga.

A vítima, Maria Katiane Gomes da Silva, de 25 anos, morreu no dia 29 de novembro do ano passado ao ser arremessada da janela de um apartamento na Zona Sul da capital paulista. A defesa do empresário nega a autoria do crime, alega ocorrência de suicídio e rebatem o vínculo do cliente com a organização criminosa.

Em nota oficial enviada à imprensa, o tribunal gaúcho detalhou as medidas adotadas logo após a identificação da invasão.

“Tanto o setor de Inteligência quanto a área de Tecnologia da Informação do TJRS realizaram os encaminhamentos necessários e orientaram a magistrada cujas credenciais teriam sido utilizadas a proceder à troca de sua senha de acesso ao sistema. Paralelamente, o tribunal está adotando as providências necessárias para apurar o caso, esclarecer as circunstâncias do ocorrido, verificar eventual uso indevido de credenciais e identificar medidas adicionais que possam ser cabíveis”, relatou o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul em nota.

A Promotoria paulista informou que ainda não possui elementos para identificar os responsáveis pela intrusão ou indícios de cumplicidade de servidores públicos. Em declaração ao jornal O Globo, o advogado do investigado sustentou que não tinha conhecimento sobre qualquer modificação no banco de dados.

O foragido é investigado pela Polícia Federal na Operação Dark Horse, que apura irregularidades no uso de emendas parlamentares, e possui histórico de condenações por roubo, estelionato, receptação e falsa identidade.

Noticias Relacionadas
- Advertisment -
Google search engine

Mais lidas