O fechamento do oleoduto Leste-Oeste na Arábia Saudita pode causar uma queda de 4% no abastecimento global de petróleo. A informação foi divulgada neste domingo (13) pela agência de notícias Reuters, que ouviu compradores e corretores que trabalham com a commodity.
De acordo com os especialistas, o governo saudita vai ficar sem estoques de petróleo para exportação se não reativar seu principal oleoduto, que teve suas atividades paralisadas após ser alvo de uma série de ataques com drones na quinta-feira (10).
Nenhum grupo assumiu a autoria, mas, segundo Riade, os drones foram lançados do Iraque, o que faz com que a suspeita recaia sobre milícias que atuam no território iraquiano com apoio do Irã.
Com mais de 1.000 quilômetros de extensão, o oleoduto Leste-Oeste transporta petróleo da porção oriental da Arábia Saudita até o porto de Yanbu, às margens do Mar Vermelho. A estrutura é capaz de escoar diariamente uma quantidade capaz de preencher aproximadamente quatro milhões de barris, sendo importante para manter as exportações sem depender da passagem pelo Estreito de Ormuz, que está parcialmente fechada por conta da guerra de Estados Unidos e Israel contra o Irã.
Estoques limitados
Segundo fontes do setor petrolífero familiarizadas com o mercado saudita, o porto de Yanbu possui estoques para manter as exportações por um período de cinco a sete dias. No entanto, Riade também tem capacidade de abastecer seus compradores por vários dias a partir dos portos egípcios de Ain Sukhna, no Mar Vermelho, e Sidi Kerir, no Mediterrâneo.
O governo saudita não divulgou detalhes completos a respeito da extensão dos danos causados pelos ataques com drones, nem por quanto tempo o oleoduto permanecerá fora de operação.
As fontes ouvidas pela Reuters apresentaram estimativas variadas sobre o tempo necessário para fazer os reparos na estrutura. Uma delas afirmou que esse conserto pode levar de cinco a seis semanas, enquanto outra disse que o procedimento seria finalizado mais cedo e que o funcionamento poderia ser retomado parcialmente enquanto as obras estivessem em andamento.
Por André de Sena




