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segunda-feira, março 4, 2024
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Além dos likes: pesquisa revela renda dos influenciadores digitais no Brasil

Levantamento se aprofundou na realidade financeira e apontou para as tendências de profissionalização que moldam a carreira nas redes sociais

Há cerca de 5 anos, uma pesquisa realizada pela empresa Harris Poll, a pedido da Lego, com o público infantil identificou que havia mais crianças interessadas em se tornar youtubers, quando crescessem, do que astronautas. Um choque para muitos adultos. Mas o que uma nova pesquisa, realizada neste ano, revela é que aquelas crianças, aparentemente, estavam à frente do seu tempo. Sim, ser influenciador digital já pode ser considerado uma profissão. E digo mais, com renda mensal bem acima da média recebida pelos brasileiros.

De acordo com o IBGE, no primeiro trimestre de 2023 (de janeiro a março), a renda média do brasileiro era de R$ 2.880. Um pouco mais que dois salários mínimos (R$ 1.320).

Já o levantamento feito pela Brunch e pela Youpix apontou que mais da metade dos influenciadores digitais no Brasil recebem até R$ 5 mil por mês. Quase 4 vezes o valor do salário mínimo no país.

Não surpreendentemente, portanto, a pesquisa revelou que 81,4% desses criadores de conteúdo já vivem, exclusivamente, com o dinheiro que ganham desse trabalho nas redes sociais.

Nem tão glamuroso, nem tão (in)estável assim

Se quando você pensa em criadores de conteúdo digital só te vêm à mente a imagem de youtuber milionários ou adolescentes fazendo vídeos de dancinhas, você precisa saber que:

  • menos de 7% dos influenciadores digitais no Brasil ganham mais de R$ 20 mil por mês
  • 8,6% deles têm menos de mil seguidores, são os chamados microinfluenciadores
  • 39% não aceitam mais trabalhos sem, antes, assinar um contrato
  • 47% já não trabalham mais só em troca de permutas

É verdade, ainda é uma carreira de incertezas: 70% deles disseram que, depois da etapa de negociação, já acabaram aceitando trabalhos por valores muito abaixo do que tinham pedido inicialmente. Mas pelo menos 26% desses influenciadores digitais têm uma ou mais parcerias mensais.

A pesquisa mostrou, aliás, de onde vem o dinheiro que paga essas pessoas. Quando perguntados sobre qual tipo de trabalho gera mais renda, as respostas foram as seguintes:

  • 50,9% – trabalhos para marcas
  • 10,7% – consultorias e mentorias
  • 7,6% – cursos e infoprodutos
  • 7,3% – adsense
  • Perfil do trabalho de influenciador digital no Brasil
  • A pesquisa também trouxe dados de como e onde os influenciadores digitais brasileiros estão atuando mais. E eles apontam para uma tendência de profissionalização, mesmo!
  • Isso porque, embora o Instagram ainda seja – disparado – a plataforma mais utilizada, o LinkedIn – que é uma rede mais volta a negócios e contatos profissionais – vem crescendo.
  • Além disso, de acordo com executivos da Youpix, os influenciadores vêm demonstrando um certo amadurecimento dessa carreira, criando um movimento que expõe menos suas rotinas e privacidade e dá mais ênfase a um conteúdo mais estratégico.
  • Isso fica mais claro de entender quando olhamos para os 3 diferentes perfis de atuação desse profissionais, segundo a pesquisa.
  • Fonte: Clicknovaolimpia
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