O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL),voltou a criticar a composição majoritárias do PL para as eleições de outubro. Em coletiva de imprensa hoje (5), ele garantiu que não subirá em palanques que contem com o MDB, da deputada estadual Janaina Riva (candidata ao Senado) ou o senador Jayme Campos (União), descartando a participação na campanha do correligionário Wellington Fagundes (PL) ao Governo.
Conforme Abilio, a posição de neutralidade diante da aliança construída no Estado foi comunicada diretamente ao presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, e ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência da República.
“Eu fiz o único compromisso com o presidente Valdemar e com o Flávio e não sou obrigado a pedir voto para o Wellington, não sou obrigado a pedir para a Janaina, não sou obrigado a pedir voto para o MDB. Eu só não posso, pela legalidade, pedir voto para outro candidato de outro partido“, declarou o prefeito.
Segundo Abilio, o arranjo eleitoral montado representa uma tentativa de recondução de grupos políticos tradicionais ao poder local. Ele citou o ex-deputado estadual José Riva e o ex-governador Silval Barbosa.
“A classe política está se reunindo num grupo e eu não estou com esse grupo. É a classe política que perdeu espaço desde a época do governo Silval [Barbosa], acumulou com a queda do Emanuel [Pinheiro] e agora se reúne sob uma máscara de direita para tentar voltar ao poder. Não tem meu apoio nem meu envolvimento“, afirmou.
Abilio ressaltou que as disputas municipais recentes inviabilizam qualquer aliança no mesmo espaço. “Eu não posso estar do lado do cara que foi meu oponente durante a campanha eleitoral. O Botelho foi meu oponente, brigou comigo, me xinga, reclama do Bolsonaro, e eu vou lá fazer de conta que está tudo certo e sentar do lado dele na janelinha? Não“, disparou.
Apesar de negar palanque à chapa formada entre o PL e o MDB, o prefeito descartou especulações sobre retaliações internas ou risco de expulsão do partido. Ele reiterou que atuará na campanha focado no deputado federal José Medeiros (PL) para o Senado, na bancada proporcional do PL, com destaque para para a candidatura de sua esposa, Samantha Iris (PL), e no projeto nacional da direita.
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Por ANA JÁCOMO
VANESSA MORENO




